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Na escola primária dos Pinheiros passa a ensinar-se o combate a fogos perigosos

Já foi uma escola primária, mas agora é o local de aprendizagem para os bombeiros da Batalha. Em Pinheiros, uma aldeia nos arredores da sede de concelho, o trabalho dos voluntários da corporação de bombeiros aliado às ofertas de várias empresas, reabilitou a antiga escola que agora assume a designação de centro de formação.

Jorge Novo (presidente), Isabel Justino (tesoureira) e Fernando Bastos (comandante) dos Bombeiros Voluntários da Batalha junto do Centro de Formação 

Já foi uma escola primária, mas agora é o local de aprendizagem para os bombeiros da Batalha. Em Pinheiros, uma aldeia nos arredores da sede de concelho, o trabalho dos voluntários da corporação de bombeiros aliado às ofertas de várias empresas, reabilitou a antiga escola que agora assume a designação de centro de formação. Este é o espaço que a corporação necessitava para realizar, em pleno, a atividade formativa. Fernando Bastos, comandante dos Bombeiros Voluntários da Batalha, enfatiza a importância do treino: “se o bombeiro não treinar, não salva nem se salva”. E a antiga escola primária, cedida em regime de comodato pela Câmara, é o palco ideal para o treino. A formação teórica há muito que tem instalações adequadas para se realizar no quartel desta corporação que conta com cerca de 120 bombeiros. Mas “alguns tipos de formação não podem ser ministrados no quartel que está situado na malha urbana da Batalha”, explica Jorge Novo, presidente da direção dos bombeiros. Até aqui, os bombeiros da Batalha socorriam-se de instalações de corporações vizinhas para o fazer. Desde finais de junho que a velhinha escola, recuperada, não só conta com salas para formação teórica como, mais precioso ainda, permite a preparação para enfrentar incêndios urbanos e industriais, para além de treinos de desencarceramento. Um contentor está já “estacionado” no antigo recreio da escola. E outros deverão surgir no local. O comandante explica que servirão para simular fogos em edifícios, em exercícios que poderão envolver fogo real. “Felizmente não temos muitos incêndios urbanos e industriais, e os que temos são de pequena dimensão, mas ninguém sabe se não poderemos ter um cenário em que surgem incêndios de maior dimensão”, aponta Fernando Bastos. O ideal, defende, é treinar os vários cenários possíveis. “Num incêndio urbano ou industrial, o espaço é confinado e ardem, por vezes, matérias perigosas”, sublinha. Os bombeiros têm de combater as chamas com equipamentos adequados e a tarefa é “muito difícil”. O comandante lembra que este tipo de formação é dispendioso, uma vez que implica a utilização de equipamentos caros e de desgaste rápido. Em estudo está o estabelecimento de parcerias com empresas de formação que poderão auxiliar na tarefa de suportar os custos, recebendo em troca a possibilidade de usar o espaço para atividades formativas nesta área, revela. Com enfoque na formação, a corporação tem visto crescer o seu corpo ativo: “os bombeiros nunca são demais, mas Batalha terá dos melhores rácios de bombeiros por habitante na região”, refere Jorge Novo que elogia o envolvimento da comunidade no apoio às obras de recuperação da velha escola primária. CSA Nota: Artigo originalmente publicado na edição impressa de 1 de agosto de 2019.

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