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Cerimónias fúnebres de Eduardo Beauté realizam-se na Marinha Grande

Cerimónias fúnebres de Eduardo Beauté realizam-se na Marinha Grande

Eduardo Beauté fotografado no ano 2000 para a revista RL Foto: Arquivo REGIÃO DE LEIRIA

O corpo de Eduardo Beauté chega esta quarta-feira, ao final do dia, à Marinha Grande e aí ficará em câmara ardente. Para amanhã, às 12h30, está marcada missa na igreja matriz, seguindo-se depois a cremação no crematório de Leiria.

O cabeleireiro, natural da Marinha Grande, morreu no passado sábado, aos 52 anos, vítima de uma embolia cerebral.

Há 19 anos, em entrevista à RL – revista que era publicada mensalmente com o REGIÃO DE LEIRIA – Eduardo Beauté definia a profissão a que, desde muito cedo, se entregou como “uma arte”. Na sua opinião, “o cabeleireiro, como em qualquer outra arte, se não tiver o dom, nunca será um bom profissional. É inato”.

Foi esse dom que, aliado à busca incessante pela perfeição, fez de Eduardo Manuel Ferreira Rodrigues um dos cabeleireiros mais conhecidos e aclamados do país.

Ainda era adolescente quando começou a trabalhar num cabeleireiro. “Um dia fui com uma amiga minha ao cabeleireiro do Carlos Alexandre que me disse: ‘Devias ter jeito para esta profissão’”, afirmou na entrevista que, no ano 2000, deu à RL. Momentos depois o cabeleireiro já estava a convidar Eduardo para trabalhar no salão aos fins de semana.

Aproveitou as férias escolares para trabalhar e no ano seguinte matriculou-se à noite, para poder continuar no ofício durante o dia.

De Leiria para Lisboa

Aos 19 anos veio trabalhar para Leiria. “Tirei um dia de folga e fui pedir emprego a dois cabeleireiros: Manuela e Ilídio”, contou Eduardo Beauté. “A Manuela aceitou e comecei a trabalhar”. Cinco anos depois, regressa à Marinha Grande para abrir o seu próprio salão, com o nome “Eduardo Cabeleireiros”.

Pouco tempo depois abriria um espaço em Leiria. Mas a proximidade das duas cidades não justificava a manutenção dos dois espaços, tendo optado por ficar com o de Leiria a que chamou “Eduardo Haut Beauté”.

Até que surgiu a capital. Eduardo sentia que tinha dom e capacidade para chegar a mais pessoas e alcançar outro tipo de público, conta ao REGIÃO DE LEIRIA, uma amiga de longa data.

O cabeleireiro abriu um salão em Lisboa em 1999, onde estava durante a semana. Aos fins de semana regressava a Leiria, onde, afirmou na altura, “tenho uma equipa fabulosa”.

Na ocasião, garantiu não estar nos seus planos a abertura de mais salões. “Não queria que os meus espaços fossem supermercados de cabelo. Queria que fossem ateliers”, afirmou.

“Era muito respeitado no meio, tinha grandes clientes, pessoas bem conhecidas”, recorda a amiga. Apesar disso, Eduardo fazia questão de fazer dois cortes sociais por semana, para quem não tinha possibilidade de pagar.

O “grande coração” era outro aspeto pelo qual Eduardo era conhecido. “Fazia tudo pelas pessoas de quem gostava e a prova mais real disso é que adotou três crianças e lhes deu o melhor que tinha – o seu amor – e o melhor que podia de conforto”, refere a mesma amiga.

Os três filhos menores que deixa serão entregues a um tutor legal a nomear pelo Ministério Público, noticia o jornal digital Observador.

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