A petição do movimento “O Pinhal é Nosso”, com mais de 6.500 assinaturas e entregue em março do ano passado, é debatida na manhã desta sexta-feira, dia 15, na Assembleia da República.

A discussão está agendada para as 10 horas. Entre outras medidas, o documento defende que o resultado da venda da madeira ardida do Pinhal de Leiria seja canalizado para o apoio aos lesados e a recuperação do Pinhal.

Na manhã de hoje, estarão igualmente em debate quatro projetos de resolução, provenientes das bancadas do BE, PEV, PSD e PCP. Os bloquistas pretendem que, no prazo de seis meses, a construção de Planos de Requalificação e Reflorestação das matas e de Planos de Gestão Florestal.

Apelam ao reforço de meios do ICNF e que sejam levadas em conta as recomendações do Relatório da Comissão Científica de Recuperação das Matas Litorais. O PEV, por sua vez, apela ao reforço de meios e de investimentos do ICNF nas matas litorais, calendarize as medidas previstas e leve em conta as recomendações da Comissão Científica e Observatório do Pinhal do Rei.

O PSD pretende que o plano de recuperação da Mata Nacional de Leiria obedeça a normas de silvicultura fundamentadas em pareceres técnicos, bem como a adoção de um plano estratégico para a monitorização e controlo de problemas fitossanitários e de plantas invasoras e um plano calendarizado de ações de recuperação florestal.

O PCP, por sua vez, defende, entre outras medidas, um investimento de 13 milhões de euros na recuperação da Mata, inscrito no Orçamento do Estado para 2020, bem como a criação de uma estrutura orgânica de acompanhamento da reflorestação. Os comunistas preconizam que o Governo encete “o processo com vista à classificação da Mata Nacional de Leiria como Reserva da Biosfera da UNESCO”.

CSA