Select Page

Presidente da Câmara de Leiria pede ao ministro do Ambiente que trave exploração de gás na Bajouca

A oposição à exploração de gás na Bajouca está espelhada nos cartazes junto ao local para onde está prevista a perfuração  Foto: Joaquim Dâmaso

O presidente da Câmara de Leiria escreveu hoje ao ministro do Ambiente e Ação Climática a reclamar o resgate da concessão de exploração de gás natural, que prevê a exploração daquele recurso na Bajouca, freguesia do concelho de Leiria.

“Não podemos aceitar que se faça qualquer sondagem na Bajouca. Esta exploração do gás não é solução para Portugal, seja do ponto de vista ambiental ou financeiro”, refere Gonçalo Lopes na missiva enviada ao ministro João Matos Fernandes.

Na carta, o autarca exorta o Ministro do Ambiente a “afirmar que não quer a exploração do gás e resgatar a concessão”. Os custos desse resgate, considera o presidente da Câmara de Leiria, “são reduzidos uma vez que ainda não foi feita prospeção”.

“Portugal deseja, dentro de poucos anos, ser o primeiro país a alcançar a ambiciosa neutralidade carbónica. Mas essa meta, traçada para 2050, não é compatível com a existência de explorações de gás no nosso país”, considera Gonçalo Lopes.

O autarca de Leiria defende que a “nossa aposta deve ser nas energias de natureza renovável, como, de resto, está previsto nas linhas de apoio comunitárias”. O presidente da Câmara de Leiria termina a carta aberta enviada ao ministro com um convite  para o governante “visitar a freguesia da Bajouca, que também é Europa e também quer continuar a ser verde”.

A carta surge a sequência da missiva enviada pelo tutelar da pasta do Ambiente à ativista ambiental Greta Thunberg, a quem Gonçalo Lopes revela também ter escrito.

“No que diz respeito às preocupações ambientais, não poderia estar mais alinhado com V. Exa”, refere Gonçalo Lopes que adianta que a região de Leiria “é o exemplo máximo desse impacto”.

O avanço do mar na costa, “em especial na nossa Praia do Pedrógão em 2013”, o “trágico incêndio” do Pinhal de Leiria, em 2107, e a tempestade Leslie, que o ano passado “deixou um profundo rasto de destruição nesta região”, são exemplos citados pelo presidente da Câmara de Leiria para ilustrar o impacto das alterações climáticas na região.

“Se juntarmos a estes fenómenos a poluição da Bacia do Lis, com origem maioritariamente no setor agropecuário, podemos dizer que Leiria tem, ao longo dos últimos anos, sido profundamente afetada pela poluição”, refere ainda o autarca.

Recorde-se que a empresa  australiana Australis, Oil & Gas, é detentora das concessões da Batalha e Pombal, na região de Leiria, assinadas, em 2015, com o governo português.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Primeira Página

Pergunta da Semana

A carregar

Concorda que a Agência Mundial Antidopagem tenha proibido a Rússia, durante quatro anos, de participar em todas as competições desportivas globais?

Obrigado pelo seu voto!
Já votou nesta pergunta!
Selecione uma das opções!

Publicidade

Newsletter Região de Leiria

app repórter no mundo