Se continua por casa e os programas alternativos parecem estar a terminar, pode tirar 15 minutos do seu tempo para preencher o questionário, que um conjunto de docentes da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria estão a partilhar, com o objetivo de “compreender a forma como as pessoas estão a viver este período de confinamento”.

“Muito se tem falado sobre a covid-19, sobre as medidas de contingência, sobre a crise económica que lhe estará associada, mas acreditamos que é também muito importante compreender as condições de vida das pessoas neste período e as possíveis consequências ao nível da sua saúde mental”, explica Raul Antunes, professor que está a coordenar o projeto de investigação.

“Analisar os hábitos de vida (sono, alimentação, prática de atividade física, consumo de informações) e procurar compreender a relação que estes hábitos têm com os níveis de ansiedade e com a perceção de satisfação de necessidades psicológicas básicas” são os objetivos principais do inquérito (que pode realizar aqui).

O estudo dirige-se aos maiores de 18 anos e o objetivo é “chegar ao maior número de pessoas, com diferentes faixas etárias, de ambos os géneros, e que estejam, neste período, em diferentes situações – isolamento social, teletrabalho, quarentena ou mesmo ainda a trabalhar presencialmente”, reforça o investigador. Fazem parte da equipa ainda os docentes Nuno Amaro, Rui Matos, Rogério Salvador, Ricardo Rebelo, Pedro Morouço, e Roberta Frontini, investigadora da Universidade de Aveiro.

A recolha de dados vai acontecer durante os próximos 15 dias, período em que o país permanece em estado de emergência, e em que “as medidas implementadas obrigam a este maior confinamento”.

Como qualquer estudo, os resultados vão traduzir-se num trabalho científico “com todos os timings que estão associados à investigação e à publicação em revistas científicas”, mas a equipa da ESECS deseja consegui-lo “com a maior brevidade possível”.