Sete em Caldas da rainha, cinco em Peniche, quatro no Bombarral três em Alcobaça, dois em Figueiró dos Vinhos e mais um em Óbidos e outro na Marinha Grande. São mais duas dezenas de casos positivos confirmados nas últimas 24 horas, o maior aumento de casos registado na região desde o início da pandemia.

A zona oeste do distrito de Leiria continua a concentrar atenções, dada a sua ligação à região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, onde nos últimos dias se têm verificado a maioria dos casos positivos a nível nacional. Muitos dos novos casos detetados no sul do distrito de Leiria são importados e estão relacionados com pessoas que trabalham na zona de Lisboa e Vale do Tejo.

Dos 23 novos casos identificados nas últimas 24 horas pelas autoridades de saúde, 20 são nos concelhos do sul do distrito.

No caso de Alcobaça, os novos casos remetem-se para residentes no concelho que trabalham na zona de Lisboa. A situação levou Paulo Inácio, presidente da autarquia, a apelar ao reforço de cuidados nas deslocações.

“As minhas preocupações estão a confirmar-se. A segunda vaga latente na grande área metropolitana de Lisboa tem tendência a alastrar-se para a nossa região do Oeste. Estes três novos casos recentes dizem essencialmente respeito a trabalhadores das nossas empresas que foram prestar serviços de construção civil ou de outra índole a Lisboa. Os nossos trabalhadores e as nossas empresas têm de ter o máximo de cuidado nas suas deslocações para a zona de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente a nível do uso de meios de proteção individual (viseiras, mascaras e luvas) e cumprir o distanciamento social”, publicou na sua página de Facebook.

Alertou ainda que nos últimos dias foram realizadas ações, em conjunto com as autoridades locais de saúde, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e com a GNR, “em três empresas onde laboram trabalhadores agrícolas estrangeiros e sazonais oriundos de India, Nepal e outros países”, bem como “uma vistoria a três lares ilegais do concelho, tudo na perspetiva da prevenção e de uma eventual deteção de possíveis focos de covid-19”.

Ao dia de hoje, Alcobaça apresenta 9 casos ativos, 36 curados e 2 falecidos. Conforme havia anteriormente partilhado…Publicado por Paulo Inácio em Sexta-feira, 5 de junho de 2020

Já no Bombarral, na empresa “O Melro”, onde foi identificado um foco de contágio realizou, no dia de ontem, o teste a todos os colaboradores, perto de três centenas, aguardando-se os resultados nos próximos dias.

“A empresa regista atualmente 11 casos ativos, cinco dos quais são residentes no concelho do Bombarral. Dada a situação é expectável que se venha a verificar um aumento do número de casos confirmados nos próximos dias, estando a situação a ser devidamente acompanhada pelas autoridades de saúde”, dá conta Ricardo Fernandes, presidente da autarquia.

O número de casos de infeção na fábrica de conservas ESIP, em Peniche, subiu de dois para sete, depois de 390 dos 850 trabalhadores terem sido testados à covid-19, informou fonte oficial da empresa.

“Temos os resultados dos cerca de 190 trabalhadores [testados esta semana e] infelizmente foram descobertos mais cinco casos” positivos, informou por escrito à agência Lusa John Merva, diretor da comunicação para a Europa da multinacional tailandesa Thai Union, a que pertence a conserveira European Seafood Investiment Portugal (ESIP).

O número total de casos confirmados na região é agora de 440, dos quais 315 (mais cinco do que ontem) já se encontram recuperados. Há ainda 28 mortes a registar.

Fonte: Comissão Distrital de Proteção Civil de Leiria, Comunidade Intermunicipal do Oeste e municípios

Portugal regista hoje 1.474 mortes relacionadas com a covid-19, mais nove do que na sexta-feira, e 34.351 infetados, mais 382, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de sexta-feira, em que se registavam 1.465 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,6%. Já os casos e infeção subiram 1,1%.

Na Região de Lisboa e Vale do Tejo (12.818), onde se tem registado maior número de surtos, há mais 345 casos de infeção (+2,76%).

Os dados nacionais da DGS para o dia de hoje, 6 de junho, foram divulgados mais tarde devido a “uma alteração técnica nas configurações de acesso, não comunicada previamente”, num sistema da Microsoft, o que provocou “um atraso do acesso dos técnicos da DGS aos dados que permitem a construção do boletim”.