O concelho perdeu 1.100 habitantes em dez anos segundo os dados do Pordada
Fotografia. Joaquim Dãmaso

A população residente no concelho de Porto de Mós cifrava-se, em 2019, em 23.282 pessoas (menos 1.101 do que em 2010). Nasceram nesse ano 189 bebés e morreram 270 pessoas.

Já o vencimento médio dos trabalhadores por conta de outrem no município rondava, em 2018, os 1.055 euros (mais 124 euros do que em 2010 mas menos 112 do que o ganho médio a nível nacional).

Estes são alguns dos 54 indicadores que a Fundação Francisco Manuel dos Santos revela esta segunda-feira, através do Pordata, sobre Porto de Mós, no Dia do Município.

A iniciativa, que a Fundação estende ao longo de 2020 aos 308 municípios do país nos respetivos feriados municipais, assinala ainda os 10 anos do projeto.

Confira aqui outros factos estatísticos sobre o concelho

  • Por cada 100 residentes, havia, em 2019, 11 jovens com menos de 15 anos, 65 adultos e 23 idosos com 65 ou mais anos.
  • O desemprego afetou nesse ano 402 pessoas, de acordo com as inscrições nos centros de emprego, tendo o número diminuído 54% face ao total (870) de inscritos em 2010.
  • Em 2018, o número de alunos matriculados nas escolas do concelho ascendia a 3.227 alunos, menos 1.241 do que em 2010.
  • Encerraram, entre 2010 e 2018, quatro de 23 jardins-de infância e cinco de 20 escolas do 1º ciclo.
  • Ainda em 2018, foram celebrados 54 casamentos e concretizados 22 divórcios (dados provisórios).
  • Por cada 100 residentes com 15 ou mais anos, foram atribuídas 41 pensões pela Segurança Social e pela Caixa Geral de Aposentações, em 2018, num total de 8.329.
  • Quanto ao  número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção desceu de 747 para 275 de 2010 para 2018..
  • O universo de trabalhadores nos serviços da Administração Pública diminui, por sua vez, de 340 para 302.
  • Apesar da diminuição populacional, aumentaram os alojamentos familiares de 13.017 para 13.186 nesse mesmo período.
  • Fecharam, por outro lado, quatro de 15 bancos e caixas económicas.
  • O saldo financeiro da Câmara Municipal em 2018 rondou os 664 mil euros, considerando receitas na ordem dos 18 milhões e despesas de 17,3 milhões.
  • Nesse ano, 11% das despesas do Município foram destinadas à cultura e desporto, valor inferior ao de 2010 (12% do total das despesas), enquanto o ambiente foi contemplado com 7% das despesas (mais 1% do que em 2010).
  • A taxa de recolha seletiva de resíduos urbanos diminuiu, tendo sido recolhidos 32,5 quilos por habitante (menos 10,9 kg do que em 2010 e menos 71 kg do que a média nacional).
  • Quanto à criminalidade, as forças policiais registaram 19,6 crimes por mil habitantes em 2018, menos 14,3 do que em 2010.

Para este retrato, o Pordata baseou-se em mais de 20 fontes oficiais, que comparam dados de 2010 com a realidade mais recente (2018), dando ainda conta de alguns dados apurados em 2019.