Dinis, Korrodi, Eça e Lis são alguns dos nomes já sugeridos pelos internautas para a escultura do gato preto colocada no telhado do Centro Cívico de Leiria.

A Câmara de Leiria lançou o desafio na sua página de Facebook e oferece um batismo de voo às três sugestões mais originais. O passatempo decorre até sexta-feira, 14 de agosto.

O concurso é também uma forma de celebrar o Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto. Por isso, quem tem até 29 anos e uma ideia original para “batizar” a peça de arte urbana, pode deixar a proposta na caixa de comentários da publicação do município.

O gato preto recorda a icónica imagem dos passeios destes felinos pelos telhados da cidade e foi criada por Ricardo Romero, no âmbito do Arte Pública Leiria 2019.

A criação intitulada “Olhar e não ver” foi recentemente adquirida pela Câmara de Leiria e “oferecida” à cidade numa cerimónia na passada sexta-feira, a propósito do Dia Mundial do Gato, 8 de agosto.

A escultura custou 12 mil euros ao Município e convida os visitantes a parar e a refletir sobre a correria que é a vida.

“Se todos correm e nunca param, como fazem para falar uns com os outros?”, é uma das questões lançadas no texto de Paulo Kellerman, que acompanha e dá nome à escultura do gato preto.

Na cerimónia estiveram presentes o criador da escultura, Ricardo Romero, e o autor do texto, Paulo Kellerman.

O momento contou com a leitura de “Olhar e não ver”, pelo ator Tobias Monteiro, e a exibição de uma criação de luz e imagem sobre o gato, do artista gráfico Frederico Montes.

Ricardo Romero explicou que a peça pretende “criar um diálogo e remeter para a história de Leiria”. O movimento e a falta de tempo “de que os humanos se queixam” tem sido o foco dos seus últimos trabalhos.

Já Paulo Kellerman avançou que o texto representa “tudo” o que tem “andado a fazer” ao longo da carreira em literatura.

A vereadora da Câmara de Leiria, Anabela Graça, também marcou presença na cerimónia e adiantou que “há pessoas que vêm de outras paragens visitar Leiria e fazem questão de tirar uma fotografia ao gato”.

Sobre a compra da escultura, a autarca explicou que quando soube que ia embora para outra cidade, em busca de outro telhado, decidiu ir “passear à volta do gato e olhar para ele”.

“Cheguei à Câmara e disse: o gato não pode ir embora, é nosso, é da cidade”, completou.