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Passear animais de companhia é permitido desde que rápido e na zona de residência

Os Centros de Atendimento Médico-Veterinário e as lojas de alimentos e artigos para animais vão poder continuar em funcionamento.

Um cão da raça pug está preso por uma trela segurada por uma pessoa, da qual só se vê parte do corpo. Ambos estão numa zona relvada ao ar livre.

Precisa de passear o cão? Comprar ração? Ir a uma consulta com o melhor amigo de quatro patas? Tudo isso continuará a ser permitido no novo confinamento geral, a partir desta sexta-feira, dia 15.

O decreto aprovado no Conselho de Ministros, com as medidas de contenção da propagação da Covid-19, prevê algumas exceções para saídas à rua e o passeio de animais de companhia é uma delas.

No entanto, esses momentos “devem ser de curta duração e ocorrer na zona de residência”, lê-se no documento, que explica ainda que devem ser “desacompanhados ou na companhia de membros do mesmo agregado familiar que coabitem”.

As deslocações com animais para assistência médico-veterinária também estão previstas nas exceções para circulação na via pública.

Também os cuidadores de colónias e voluntários de associações de proteção animal poderão deslocar-se aos abrigos ou às zonas onde convivem animais errantes para assistência e alimentação dos mesmos.

Os médicos veterinários, municipais ou privados, também poderão circular na via pública para assistência a animais ou, eventualmente, recolha.

No que diz respeito aos cuidados de saúde e bem-estar animal, os serviços veterinários a que está habituado a recorrer, vão continuar disponíveis.

Os estabelecimentos de “venda de animais de companhia, alimentos e rações”, bem como de “venda de medicamentos veterinários”, podem continuar abertos, não tendo sido divulgada qualquer restrição nos horários.

Também os Centros de Atendimento Médico-Veterinário (CAMV) podem manter as portas abertas, uma vez que fazem parte da lista de exceções dos estabelecimentos obrigados a encerrar.

Até à data, não foram ainda avançadas quaisquer restrições aos serviços disponíveis nos CAMV apesar de, no último confinamento (em março e abril), só terem funcionado para consultas urgentes.

Nessa altura, as indicações foram prestadas pela Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) que, até à data de publicação desta notícia, não avançou com novas medidas.

Num comunicado partilhado na sua página na internet, a OMV afirma apenas que “cada colega saberá tomar as medidas que considere adequadas à prestação dos seus serviços, implementando as melhores regras para a sua proteção, dos seus colaboradores e destinatários dos seus serviços”.

Ainda no mundo animal, a partir desta sexta-feira estarão também encerrados os parques aquáticos e jardins zoológicos, que passarão a receber apenas as visitas dos trabalhadores que forem cuidar dos animais.