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Sindicato faz balanço “extremamente positivo” da greve na vidreira Santos Barosa

Sindicato revela que mais dos 90% dos trabalhadores aderiram à greve e há um pré-anúncio de greve marcado para a próxima semana em outra empresa do sector no concelho da Marinha Grande.

Santos Barosa greve março 2021

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira (STIV) faz um balanço “extremamente positivo” da greve na vidreira Santos Barosa, na Marinha Grande, que hoje termina e à qual aderiram “mais de 90% dos trabalhadores”.

“Mais de 90% dos trabalhadores aderiram à greve. O balanço é extremamente positivo”, afirmou à agência Lusa a coordenadora do STIV, Etelvina Rosa.

O STIV e a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro convocaram uma greve na Santos Barosa, do grupo Vidrala, que iniciou às 21 horas de segunda-feira e terminou hoje às 13 horas, por aumentos salariais de 3,5% e outras reivindicações.

“Vamos esperar que o grupo Vidrala, devido à força, determinação e coragem que estes trabalhadores demonstraram nestes dias, retome as negociações e não decida de forma unilateral o aumento do salário de 0,5%”, adiantou Etelvina Rosa, salientando que foi “o facto de a empresa ter tomado esta decisão unilateral que fez desencadear a greve com esta dimensão”.

Para a dirigente sindical, “os trabalhadores mostraram que estão unidos na luta pelos seus direitos e assim continuarão”.

“O sindicato espera que em breve se retomem as negociações”, acrescentou Etelvina Rosa.

A greve na Santos Barosa, unidade “com 504 trabalhadores” e dedicada ao vidro de embalagem, foi uma decisão da esmagadora maioria dos trabalhadores nos diversos plenários, disse na semana passada Etelvina Rosa.

De acordo com a sindicalista, efetuaram-se “três reuniões em que a empresa não considerou, para já, negociar qualquer das reivindicações” e, “ao decidir, de forma unilateral, aplicar 0,5 de aumento salarial, os trabalhadores não aceitaram, tendo em plenários aprovado a greve”.

Entre os objetivos da paralisação está o aumento dos salários em 3,5%, do subsídio de refeição e do subsídio de laboração contínua para 25% calculado sobre o valor da remuneração mínima estabelecida para o grupo 8, grupo ao qual está afeto maior número de trabalhadores, explicou na ocasião Etelvina Rosa.

Por outro lado, os trabalhadores da Santos Barosa querem a redução do horário de trabalho de todos os trabalhadores para 35 horas semanais, 25 dias úteis de férias para todos os trabalhadores, o direito ao dia de aniversário, “considerando-o como folga adicional”, a implementação de uma pausa adicional de 10 minutos, para lanche, e a criação do prémio de assiduidade e de diuturnidades a cada cinco anos, para valorização da antiguidade dos trabalhadores.

Na declaração subscrita pela federação e STIV é reclamado igualmente à empresa o “pagamento de prémios de produção diários a todos os trabalhadores da secção da fabricação” com valores equivalentes aos praticados na secção da fabricação na Gallo Vidro, outra unidade do grupo Vidrala, também sediada na Marinha Grande, referiu Etelvina Rosa, e que fez um pré-anúncio de greve para os próximos dias 28 e 29 deste mês.

Entre outras reivindicações, os trabalhadores exigem o pagamento do prémio de Natal e passagem de ano de igual forma para todos os trabalhadores, sem critério de assiduidade, e que seja retomado “o pagamento dos subsídios de alimentação e prémios de produção dos trabalhadores por turnos da forma como era processado anteriormente”, além da “igualdade salarial para todos os trabalhadores de todas as secções onde há diferenças salariais”.

Com Lusa

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