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Covid-19

Covid-19: Politécnico de Leiria cria grupo de estudantes para apoiar comunidade académica na adoção de boas práticas no regresso às aulas

Politécnico tem montadas seis unidades de testagem, a partir de segunda-feira. O objetivo é testar o maior número de pessoas da comunidade académica, embora o rastreio não seja obrigatório.

O Politécnico de Leiria formou um grupo de micro-influenciadores para apoiar a comunidade académica com o objetivo de controlar e mitigar a pandemia da covid-19 no regresso às aulas presenciais, a partir de segunda-feira, dia 19.

“Trata-se de um programa que lançámos com as associações de estudantes. Cada escola tem os seus micro-influenciadores, que são estudantes que tiveram formação e vão estar junto dos seus pares para apelarem às boas práticas e para os sensibilizarem para a importância da testagem”, afirmou Rui Pedrosa.

O presidente do Politécnico de Leiria acrescentou que esta ideia pode sair das portas da instituição de ensino superior e chegar às escolas secundárias do concelho.

“Já tivemos uma reunião com a Câmara, com os diretores das escolas e com as forças policiais, para que esta ideia possa ser uma prática replicada”.

Os micro-influenciadores são um grupo de 15 estudantes pertencentes às cinco escolas do Politécnico de Leiria: Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Escola Superior de Educação e Ciência Sociais e Escola Superior de Saúde, em Leiria, Escola Superior de Arte e Design, em Caldas da Rainha, e Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche, e também do LabCenter – Núcleo de Formação de Torres Vedras.

No regresso às aulas presenciais, na segunda-feira, o Politécnico de Leiria tem montados seis unidades de testagem em cada um dos seus polos. O objetivo é testar o maior número de pessoas da comunidade académica, embora o rastreio não seja obrigatório.

Estas unidades contemplam zonas de ‘check-in’, recolha de amostras e de processamento e envolvem técnicos de laboratórios da instituição, bolseiros de investigação, professores e enfermeiros.

“É uma operação com um investimento grande de infraestruturas, de pessoas e financeiro. Vamos investir aproximadamente 50 mil euros em equipamentos de proteção individual”, afirmou.

Os testes ao SARS-CoV-2 são assumidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em colaboração com a Cruz Vermelha.

“Para que na próxima semana estejamos completamente focados nos estudantes, porque são muitos, antecipámos os testes a todos os professores, técnicos e investigadores. Amanhã [sexta-feira], deveremos ter realizado cerca de 1.100 testes à covid-19”, revelou.

Dos 300 testes à SARS-CoV-2 efetuados nos últimos dias, “todos deram negativo”.

Rui Pedrosa adiantou que o Politécnico de Leiria já recebeu 4.500 testes e na segunda-feira prevê a realização de três mil testes.

“Será uma retoma faseada, muito focada nas atividades práticas e laboratoriais e teórico-práticas”.

“Estamos a prever realizar, este mês, aproximadamente 15 mil testes. A ideia é fazermos todos os meses testes”, informou, ao referir que em concelhos que tiverem mais de 120 casos por 100 mil habitantes serão efetuadas análises de 15 em 15 dias.

Considerando que o rastreio é apenas uma parte “importante” na prevenção do contágio por SARS-CoV-2, Rui Pedrosa disse ainda que, à semelhança do que sucedeu no primeiro semestre, serão disponibilizados aos alunos álcool gel e máscaras e serão garantidas as regras de distanciamento e o número limitado de estudantes por sala.

Num universo de 13 mil alunos e cerca de 1.600 funcionários, o Politécnico de Leiria registou 259 casos positivos entre março de 2020 e fevereiro de 2021. “Até dezembro, tínhamos 80. O número triplicou até fevereiro, quando já não havia aulas”.

Com Lusa

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