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Óbidos

Livro “Pão de Autor” dedicado à padaria criativa lançado no Folio

A história do pão e dos moinhos do Oeste está registada na obra, que inclui também o projeto pedagógico em que nasceram pães com legumes, banana ou ginja de Óbidos, entre outros.

Livro foi desenvolvido ao longo de dois anos por alunos e professores de duas escolas do Oeste Foto: Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

Uma parceria entre duas escolas do Oeste, uma de hotelaria e outra empresarial, resultou no livro “Pão de Autor” lançado quarta-feira no Folio, para dar a conhecer o pão de cozido à portuguesa ou de chocolate e ginja.

A obra dedicada à padaria criativa resulta de um projeto desenvolvido por professores e alunos da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste e da Escola Técnica e Empresarial do Oeste, ao longo de mais de dois anos e foi revelada no Festival Literário Internacional de Óbidos.

O livro conta a história do pão e dos moinhos do Oeste, mas relata sobretudo o projeto pedagógico desenvolvido pelos alunos da quarta edição do curso de Padaria Avançada. Daí resultou a criação de receitas tão diversas como “pão com sabor a mar”, de “cozido à portuguesa”, da “energia”, da “caçarola”, dos “lusitanos”, de “azeite e azeitona rosa”, de “banana”,  de “legumes do Oeste” ou de “chocolate e ginja de Óbidos”, entre outras iguarias.

Por detrás das criativas receitas estiveram formandos do curso ministrado em 2019 na Escola de Hotelaria, e ressaltam agora, entre os autores do livro, histórias de mudança de vida.

Alexandre Andrade, licenciado em Análises Clínicas e Saúde Pública, converteu-se à paixão pela padaria criativa e passou a produzir o “Pão do Alex”, que entrega porta a porta ou vende para estabelecimentos com os quais tem parceria.

Maria Abreu, Farmacêutica e mestre em Prevenção de Riscos Laborais e m Ciências Gastronómicas, passou a dedicar-se à confeção de “Pão bao com Legumes do Oeste” e “Pão Brioche Vegan”.

Paulo Santos, empresário, consultor e formado em Belas Artes, rendeu-se durante a formação à produção de Pão de Trigo Barbela, mas, como partilhou na apresentação do livro no Folio, quis ir mais longe e começou “a produzir também trigo” que depois mói e utiliza no fabrico do pão.

E João Madeira Lopes, de 75 anos, advogado trocou a toga pelo fabrico de pão de bolota, matéria-prima que os lusitanos já usavam, antes da produção de cereais na Península Ibérica. Ao contrário de outro colegas de curso não abriu uma padaria, nem vende o pão, mas é o padeiro da família chegando a “fazer 80 pães por semana”, contou.

Artes e histórias que os alunos da Escola Técnica e Empresarial do Oeste documentaram na coleção de fotografias publicadas no livro para o qual criaram, em conjunto com os professores, a imagem gráfica do projeto.

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