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Pedrógão Grande

Barragem do Cabril é uma das sete que integra o leilão de energia solar que é lançado hoje

Leilão será para centrais solares flutuantes, ao contrários dos dois leilões anteriormente lançados.

Joaquim Dâmaso

O terceiro leilão de energia solar, desta vez para a instalação de centrais fotovoltaicas em albufeiras, arranca esta quarta-feira, e prevê atribuir um total de 362,5 megawatts (MW) em sete barragens, uma das quais no distrito de Leiria.

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, preside à sessão pública de apresentação do novo leilão de capacidade solar flutuante em Portugal, e, em entrevista ao Jornal Económico, adiantou que o concurso prevê atribuir um total de 362,5 MW em sete albufeiras.

A que terá um número maior de MW será do Alqueva (200 MW), seguida de Castelo de Bode (50 MW) e Alto Rabagão (41,7 MW). Em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, a albufeira do Cabril conta com um total de 33,3 MW. Juntam-se ainda Vilar Tabuaço (16,7 MW), Paradela (12,5 MW) e Salamonde (8,3 MW).

A proposta de lei das Grandes Opções para 2021-2025, conhecida em abril, previa o lançamento de um novo leilão solar para espelhos de água nos aproveitamentos hídricos.

Em maio, numa cerimónia em Arraiolos, Évora, o ministro do Ambiente revelou que o Governo iria lançar o leilão em setembro, com um total de “até 500 megawatts”.

Segundo o ministro, este leilão tem “duas diferenças” em relação aos dois anteriores promovidos pelo Governo, em 2019 e em 2020, sendo “óbvia” a primeira delas, porque os parques solares “vão ser na água, não vão ser em terra”.

“A segunda diferença é que este é um leilão em que nós vamos, ao contrário de todos os outros, não só leiloar o acesso à rede, mas o sítio exato onde vai ficar a produção solar”, indicou.

Isto porque, no caso das albufeiras, estas “são de uso público” e é necessário “garantir toda a compatibilização dos outros usos que existem” nessas mesmas barragens que vierem a ser escolhidas, como “o abastecimento de água, o turismo” ou mesmo o acesso à água por parte dos meios aéreos de combate aos incêndios.

“Temos que garantir o espaço de uma pista para que os aviões possam apanhar essa mesma água, para estar sempre livre esse espaço”, explicou.

A sessão pública de apresentação do novo leilão de capacidade solar tem lugar esta tarde, no Ministério do Ambiente, em Lisboa, e conta também com a presença do secretário de Estado adjunto e da Energia, João Galamba, e da secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa.

Com Lusa

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