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Cultura

Peças do Museu José Malhoa nas Caldas da Rainha integram Centro de Exposições Virtuais

O novo projeto da Direção Regional de Cultura do Centro inaugurou no final de novembro com a exposição “Périplos do Mediterrâneo”.

Várias peças do Museu José Malhoa, das Caldas da Rainha, integram agora a primeira exposição digitalizada pelo Centro de Exposições Virtuais, lançado no mês passado pela Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC).

“Périplos do Mediterrâneo” apresenta uma viagem no tempo e no espaço à herança mediterrânica. Além das peças do Museu José Malhoa, integram esta exposição obras do Museu Nacional Machado de Castro e do Museu de Santa Clara-a-Velha, de Coimbra; do Museu Monográfico de Conímbriga, de Condeixa-a-Nova, e do Museu da Vila Romana do Rabaçal, de Penela.

O Centro de Exposições Virtuais consiste numa sala de exposições temporárias, em formato virtual, que apresenta periódica e tematicamente novas exposições “que colocam em diálogo acervos de diferentes museus da região Centro”, explica a DRCC em comunicado.

A plataforma surge no âmbito da criação de um gabinete de virtualização para servir os 77 municípios da região Centro e as respetivas instituições museológicas, através do desenvolvimento de projetos de divulgação do património cultural da região. E conta com peças em dimensão 3D, através de fotogrametria digital, algumas das quais não são disponibilizadas ao público, por diversos motivos, designadamente por comprometerem o seu estado de conservação.

Além de visualizar as obras, a página online permite realizar uma visita virtual por aqueles espaços culturais e, no futuro, fazer atividades e desafios relacionados com o espólio apresentado.

“O desafio que nós vamos lançar aos museus é um dado tema que será escolhido em função daquilo que se estiver a passar” e, assim, “levar os museus a identificarem dentro das suas coleções peças que tenham histórias para contar sobre o tema que se pretende trabalhar”, explicou Suzana Menezes à agência Lusa.

A curadoria destas exposições e todo o processo de digitalização é da responsabilidade da DRCC, que irá deslocar-se aos museus para todo o processo de digitalização. “O que nós queremos é que as exposições virtuais se assumam como uma razão para descobrir outros patrimónios complementares”, frisou a responsável.

A ideia é que as exposições correspondam a um conjunto de ações de mediação cultural, e juntar no mesmo espaço os museus da região Centro, independentemente da sua tutela.

O objetivo deste trabalho passa por criar uma rede envolvendo museus (municipais, regionais, nacionais), salvaguardando a preservação do património cultural, através da digitalização, e ainda fomentar a divulgação do património, promovendo as instituições museológicas.

A plataforma irá receber pelo menos duas exposições temporárias por ano, onde vão ser convidados outros museus da região para integrar o projeto.

A implementação destes serviços está integrada na estratégia da Década Digital, lançada pela Comissão Europeia, que visa fomentar uma infraestrutura digital, segura e sustentável, estimular competências digitais e promover a captação de novas tecnologias.

Com Lusa

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