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Sociedade

Leiria entre 12 distritos em alerta amarelo devido ao risco elevado de incêndio

“Há riscos acrescidos do ponto de vista dos incêndios” e “o apelo que fazemos é que todos procurem ter comportamentos de responsabilidade”, alertou hoje o ministro da Administração Interna.

Estado de alerta mantém-se até às 23h59 de sábado JOAQUIM DÃMASO

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou para o nível amarelo o estado de alerta especial no distrito de Leiria devido ao elevado risco de incêndio.

Leiria junta-se assim, a par de Coimbra, aos dez distritos que já identificados com alerta amarelo, que se irá manter até às 22h59 de sábado: Bragança, Guarda, Viseu, Vila Real, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Santarém, Beja e Faro.

Segundo o ministro da Administração Interna, a disposição de meios tem previsto uma mobilização de operacionais em função do risco de incêndio, frisando que a ANEPC “está a acompanhar permanentemente” a situação.

Citado pela agência Lusa, José Luís Carneiro destacou hoje, em Lisboa, que o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) conta este ano com um reforço de mais operacionais no terreno, equipas e meios de mobilidade de projeção para o ataque inicial, além de ter decorrido em todo o país uma campanha de fiscalização.

“Desde os incêndios de 2017 e até hoje, a estrutura nacional de emergência e proteção civil, em articulação com os agentes de proteção civil, têm vindo a capacitar-se cada vez mais para uma resposta mais eficaz e eficiente aos incêndios”, disse, ressalvando que, independente dos meios e da sua capacitação, “que hoje são maiores, nada dispensa comportamentos individuais de responsabilidade”.

O governante sustentou que “todos os meios disponíveis não dispensam de atitudes individuais de responsabilidade”, dependendo a prevenção dos fogos “das autoridades públicas, mas também das atitudes individuais”, uma vez que “os comportamentos responsáveis contribuem imenso para ajudar o dispositivo que está preparado no país para responder aos incêndios”.

“Vamos ter o aumento significativo das temperaturas, a pluviosidade também tem diminuído. Há riscos acrescidos do ponto de vista dos incêndios. O apelo que fazemos é que todos procurem ter esses comportamentos de responsabilidade”, afirmou.

O ministro disse ainda que “tudo tem sido feito para garantir capacidade de respostas aos desafios que se venham a colocar”, nomeadamente a capacidade de prevenção e preparação dos meios e do dispositivo da ANPEC.

Os meios de combate aos incêndios rurais foram reforçados no passado domingo e até 31 de maio estão no terreno 9.630 operacionais que integram as 2.282 equipas e 2.165 viaturas dos vários agentes presentes no terreno, além dos 37 meios aéreos.

Os meios de combate a incêndios voltam a ser reforçados a 1 de junho, mas é entre julho e setembro, conhecida pela fase mais crítica, que é mobilizado o maior dispositivo, com 12.917 operacionais, 3.062 equipas, 2.833 veículos e 60 meios aéreos.

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