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Marinha Grande

Bombeiros da região queixam-se que as viaturas de combate a incêndios estão velhas

“Não entendo que haja municípios que tenham em falta 20 e 30 veículos de combate aos incêndios florestais”, diz Pedro Franco

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, Pedro Franco, manifestou na quarta-feira, dia 17, a sua discordância em relação aos critérios para a “atribuição dos 81 veículos na base do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, considerando que “não são os adequados”.

O responsável afirma que as viaturas “são poucas, já não estão a caminhar para novas e algumas estão fora do prazo há muitos anos”, lamentando que para o distrito tivessem sido atribuídos apenas dois veículos, para os Voluntários de Pombal e para os Sapadores de Leiria.

“Não entendo que haja municípios que tenham em falta 20 e 30 veículos de combate aos incêndios florestais. Acho uma disparidade e qualquer coisa que não está bem”, adiantou à margem de uma reunião com os presidentes da Liga dos Bombeiros Portugueses, da Federação Distrital dos Bombeiros de Leiria e da Câmara da Marinha Grande.

Por seu lado, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, referiu que “a Liga não concordou desde o primeiro momento com a distribuição das viaturas, conforme estava a ser proposta, e fez eco disso junto do anterior Governo, dizendo que os critérios estabelecidos podiam ser transparentes, mas que deveriam ser complementados com outros”, afirmou António Nunes.

Convidado pelos Voluntários da Marinha Grande para melhor se inteirar do parque automóvel “envelhecido” da corporação, o dirigente salientou que “quando o pão é pouco, há que o distribuir por forma a contentar o maior número possível de situações”, embora destacando que isso não significa que “os corpos de bombeiros a quem as viaturas estão destinadas não tenham necessidade”.

Segundo António Nunes, esta é a segunda vez que o Governo entrega viaturas, nos últimos “14 a 15 anos”, “o que quer dizer que só 30% dos corpos de bombeiros é que vão ter uma viatura atribuída pelo Estado”.

Sobre número de veículos em estado avançado de vida nos corpos de bombeiros de todo o país, António Nunes disse não ter esses dados, porque a Autoridade Nacional de Emergência de Proteção Civil não lhos fornece.

Por isso, pediu a todos os corpos de bombeiros do país para informarem as federações distritais e o levantamento ainda decorre.

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