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Sociedade

Nova ligação a Lisboa tornará Linha do Oeste mais competitiva, diz presidente da OesteCim

A proposta do Plano Ferroviário Nacional, com ligação de Torres Vedras a Lisboa passando por Loures, será agora submetida a discussão pública.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), Pedro Folgado, considerou hoje, dia 18, que a nova ligação a Lisboa, com passagem em Loures, prevista no Plano Ferroviário Nacional (PFN), tornará a Linha do Oeste mais competitiva.

“A pressão que fomos sempre fazendo ao longo dos anos parece que agora tem uma luz ao fundo do túnel”, disse à agência Lusa Pedro Folgado, considerando que o anúncio de uma nova ligação ferroviária de Torres Vedras a Lisboa, passando por Loures, “é uma boa notícia para a Linha do Oeste”.

A proposta do PFN, apresentada na quinta-feira após uma reunião do Conselho de Ministros, será agora submetida a discussão pública.

A nova solução prevê a redução do percurso entre o Oeste e a capital em 30 minutos, o que “pode ser importante, efetivamente, para chegar a Lisboa com mais celeridade, tornando a Linha do Oeste mais competitiva”, afirmou o presidente da OesteCim, ressalvando que se a ferrovia “não for competitiva as pessoas acabam por continuar a utilizar a ligação rodoviária”.

“É verdade que nunca houve uma tão grande aposta na ferrovia como está a haver agora e, portanto, é importante que também a Linha do Oeste seja contemplada nessa aposta”, acrescentou o também presidente do município de Alenquer, vincando que, “se até aqui parecia que esta linha era encarada quase como de lazer, agora passa a ser também de trabalho, podendo ser efetivamente uma resposta para quem trabalha em Lisboa chegar atempadamente e a um preço diferente do da rodovia”.

Ainda assim, a satisfação é apenas “q.b. [quanto baste]”, já que os autarcas querem “acompanhar o processo para perceber se esta é de facto a melhor solução”.

Por outro lado, indicou, “não é conhecida qualquer calendarização prevista para a obra”, em relação à qual a OesteCim pretende obter mais esclarecimentos junto do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

“Esperemos que não seja só mais um projeto no papel e que depois veja a luz do dia”, disse ainda o presidente da OesteCim, que integra os concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Peniche, do distrito de Leiria, e Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, do distrito de Lisboa.

O PFN foi apresentado em Lisboa no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), entidade que vai ficar responsável pela avaliação ambiental estratégica do mesmo, contando com a cooperação do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT).

Segundo o coordenador do grupo de trabalho, Frederico Francisco, este novo acesso a Lisboa “responde a uma dificuldade existente na Linha do Oeste”, onde os tempos de viagem para a capital “são demasiado grandes”, porque a linha “não permite velocidades elevadas” e porque está “altamente congestionada” na entrada da cidade.

O novo acesso da Linha do Oeste a Lisboa permite ainda “dar resposta a uma lacuna que existe na zona de Loures”, que permitiria colocar esta localidade a cerca de 10 ou 15 minutos do centro da capital, mas o acesso “terá de ser estudado”, explicou o coordenador.

O plano não estabelece prazos, mas tem um prazo de execução indicativo até 2025 e as propostas podem ainda ser alteradas na fase de discussão pública, após a qual regressa ao Conselho de Ministros, de onde sairá para discussão e votação na Assembleia da República.

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