O artista norte-americano Daniel Johnston é homenageado no primeiro momento de nova temporada do ciclo Capítulo, organizado pela produtora Omnichord e pelo Museu de Leiria, a partir de maio.
Dedicado a artistas que transformaram o modo como hoje se ouve e sente a música e a criação visual, Capítulo desafia criadores e intérpretes a inspirarem-se no legado de referências da história da música, estabelecendo “pontes entre o passado e presente, memória e contemporaneidade”, explicou a Omnichord em comunicado.
O projeto lança perguntas aos artistas convidados: “Como soaria um disco seu nos dias de hoje? Como seria a capa desse disco?”.
A partir desse exercício, o público é convidado para uma viagem pela releitura do trabalho de nomes emblemáticos da cultura moderna.
Esta edição arranca com a evocação a Daniel Johnston (1961-2019), autodidata cuja ação “transformou a vulnerabilidade e a imperfeição em linguagem”.
“Fora das normas da indústria musical e profundamente honesto, Johnston gravou cassetes caseiras, desenhou obsessivamente e desenvolveu uma música direta e emotiva, que influenciou gerações de músicos e artistas visuais”, recordou a produtora.
No Museu de Leiria, que reabrirá portas em maio – ainda sem data anunciada – após a reparação dos estragos provocados pela tempestade Kristin, será apresentada uma exposição, uma conversa e um concerto.
A componente musical está a cargo de Leonardo Pinto, mentor do projeto Thispage, assumidamente fã de Johnston, que revela no dia 31 de maio o espetáculo “Daniel Johnston talked to me”, imaginado enquanto proposta de como poderia soar em 2026 um disco do homenageado.
“Daniel Johnston inspirou-me pelo modo como ele construía as suas músicas e comunicava as suas visões do mundo e os seus conflitos pessoais e imaginários, criando um universo paralelo dentro das suas músicas. Ele entendia profundamente a Humanidade e escreveu, para mim, as músicas mais honestas, mais puras e mais belas que existem”, disse o músico e artista visual, citado no comunicado.
Ao longo de 2026, o ciclo Capítulo vai dedicar-se também aos artistas Alice Coltrane, Miriam Makeba e Jorge Peixinho.