“Parece que estamos no fim do mundo”. O desabafo é ouvido ainda com alguma frequência por quem vive uma involuntária e nada requisitada experiência de viver privado de comunicações. Quase a cumprir quatro meses da passagem da tempestade Kristin, ainda há famílias sem televisão e internet em casa. Vários postes pelo chão, com cabos que ocupam os passeios, são bons indicadores da ausência dessa umbilical ligação ao mundo. É o caso da rua de Vale Gordo, na Barosa, a um par de quilómetros da zona urbana da cidade de Leiria.
TV e internet? “Não tenho nem sei quando volta”. Meses a viver sem comunicações
Ainda há milhares de pessoas sem acesso às redes das operadoras privadas de televisão, telefone fixo e internet. Muita paciência e improviso são receita para viver fora do mundo global.