Maria Joaquina Gaspar parece não ter tempo para os 103 anos. Levanta-se cedo, apanha couves, roça erva, miga couves para as galinhas e, à sexta-feira, muda a roupa da cama, limpa o pó, aspira e passa a esfregona no quarto. Tudo pela sua mão. Dorme uma pequena sesta, reza o terço, vê a missa na televisão e, depois do jantar, não perde o “Joker”. À refeição bebe meio copo de vinho e, apesar de garantir que não é gulosa, há uma coisa a que dificilmente resiste: um gelado.
Maria Joaquina: A vida pô-la à prova, mas não lhe tirou o sorriso
Começou a trabalhar aos 10 anos, viveu oito anos internada na antiga Leprosaria Nacional da Tocha e passou meio século em Lisboa. Aos 103 anos, Maria Joaquina Gaspar, de Ansião, regressou às origens.