A primeira semana do Acaso chega com teatro, formação — e uma exposição especial. Esta quinta-feira, dia 24, o momento inicial da primeira edição sem Pedro Oliveira é dedicado a uma das suas facetas menos conhecidas, mas que existia antes da fundação de “O Nariz”.
No Teatro Miguel Franco é inaugurada a exposição “Os bonecos do Pedro”, organizada por Mafalda Brito e Rui Pedro Lourenço. No texto introdutório, recordam como Pedro gostava de “pôr as mãos na pasta de papel e fazer experiências: mais cola, mais papel, menos água, menos papel, menos cola, mais água…”. Dava largas à imaginação e, recorrendo a panelas, tampas, torneiras, latas, garfos ou pistões de trompete, criava figuras, umas mais animais, outras mais humanas.
Assim nasceram os bonecos da peça “O Lorpa, farsa de fantoches e muita pancadaria”, no início de 1990, “num tempo em que as peças tinham tempo, e as pessoas também”. Lorpa e seus companheiros viajaram muito, chegando até à Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde.
Da imaginação e das mãos de Pedro Oliveira saíram também fantoches para “O Pelintra e o Cantochão dão cabo de um aldrabrão” e, em 2019, para o “Principezinho”, adaptação do texto de Saint Exupéry. Em suspenso ficaram os que imaginou durante a pandemia para “Alice no país das maravilhas”. A exposição fica patente até 24 de outubro.
Também esta quinta-feira, o festival traz ao Teatro Miguel Franco (21h30, 5 euros, M16) “Agripina, a menor”, monólogo encenado por Pedro Oliveira para interpretação de Nuria Cuadrado. A partir de relatos de historiadores, Agripina conta factos da época dos cinco primeiros imperadores romanos, seus familiares: atos valorosos e heróicos, mas sobretudo trágicos e inclementes.
No arranque do festival, este fim de semana está em Leiria Filipe Crawford a orientar o 1º estágio de Máscara Neutra. Informações e inscrições: onariz.marciano@gmail.com.