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Depressão Kristin

Marinha Grande inicia levantamento de danos em questionário online

Os cidadãos devem registar os danos e necessidades em https://www.cm-mgrande.pt/p/tempestade.

FOTO: CMMG

A Câmara Municipal da Marinha Grande iniciou esta segunda-feira, 2 de fevereiro, o levantamento de danos causados pela depressão Kristin, através de um questionário online, no qual os afetados devem registar estragos e necessidades.

O município “deu início ao processo formal de levantamento de danos causados” pelo mau tempo, “que atingiu o concelho com violência e provocou prejuízos significativos em habitações, empresas, infraestruturas públicas e organizações da comunidade”, referiu a autarquia.

Num comunicado enviado à agência Lusa, o município do distrito de Leiria informou que “está a ser realizada uma recolha estruturada de dados destinada a empresas, particulares, IPSS [Instituição Particular de Solidariedade Social], coletividades, entidades religiosas, juntas de freguesia e associações humanitárias que necessitem de apoio no âmbito das medidas que venham a ser definidas pelo Governo”.

“Esta fase inicial tem como objetivo obter um primeiro diagnóstico das necessidades já identificadas, permitindo organizar a resposta e preparar o encaminhamento dos pedidos de apoio para as entidades competentes, que serão responsáveis pela avaliação e concessão de eventuais auxílios”, explicou.

Os afetados devem registar os seus danos e necessidades num questionário online, disponível em https://www.cm-mgrande.pt/p/tempestade.

“Este procedimento não substitui formulários oficiais que possam vir a ser exigidos mais tarde pelas entidades governamentais responsáveis pelos apoios, mas pretende agilizar o processo e garantir que ninguém fica de fora”.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até dia 8 de fevereiro.


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