Sem possibilidade ainda de retomar a atividade do Teatro Stephens – continua sem telhado – devido aos danos provocados pela tempestade, a Marinha Grande reativou a programação cultural orientando artistas e espetáculos para outros palcos.
Mantendo a premissa de levar espetáculos para todos os públicos, o município reforçou as propostas culturais nas escolas, nas instituições, no espaço público e nas associações da Marinha Grande.
Os novos palcos da programação municipal passam agora a ser os da associação da Comeira e do Sport Operário Marinhense (SOM).
O primeiro ato desta reorientação é já esta sexta-feira. O humor negro, a ironia e a visão inquietante das relações humanas da peça “Definitivamente, as Bahamas” é servido no Auditório José Vareda, no SOM, neste dia 27 de março (21h30, 7 euros, M12).
O espetáculo, de Martin Crimp, é interpretado por Custódia Gallego, Marques d’Arede e Cristina Gayoso Rey, com encenação de Ricardo Neves-Neves, para o Teatro do Elétrico.
Acompanhando um casal reformado que decide acolher uma jovem inquilina, a peça revela o lado sombrio da convivência familiar e social, expondo tensões e fragilidades que habitualmente permanecem sob a aparente normalidade do quotidiano.
Botão estreia Gil Vicente
Também na Marinha Grande começa o III Ciclo de Teatro do Botão. No Auditório da Resinagem, os espetáculos são sempre no último domingo de cada mês e, para o arranque, neste dia 29 de março (16h30) promete-se uma estreia.
A companhia Teatro do Botão apresenta a sua versão de “A farsa de Inês Pereira”, de Gil Vicente.
O texto original, marcado pela crítica social, é interpretado na íntegra, “num espetáculo onde nada corre como esperado – nem para as personagens nem para os intérpretes”, antecipa o Botão. A entrada é livre, apelando-se ao donativo consciente.