O Conselho de Ministros aprovou hoje a criação da Universidade de Leiria e do Oeste, que resulta da reconfiguração do atual Instituto Politécnico de Leiria, que passará a integrar o sistema universitário.
Nas mesma condições está o Instituto Politécnico do Porto, futura Universidade Técnica do Porto.
Segundo fonte do Governo, os decretos-lei aprovados esta quinta-feira pelo Conselho de Ministros garantem as condições para as universidades aprofundarem a respetiva capacidade de investigação, expandirem a oferta de educação superior universitária e intensificarem a integração em redes de investigação e inovação.
O objetivo, acrescenta a mesma fonte, é fortalecer a rede de ensino superior e o sistema científico e tecnológico nacional, reforçar a coesão territorial e “consolidar um ensino superior público mais diversificado, competitivo e preparado para os desafios do futuro”.
Associado à criação das duas instituições, será criada a Escola Superior de Técnicos Especializados, na Universidade de Leiria e Oeste, e a Escola Técnica Superior Profissional, na Universidade Técnica do Porto.
Para Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria, esta medida representa o reconhecimento da qualidade, percurso e capacidade do IPLeiria.
“A decisão hoje aprovada pelo Conselho de Ministros representa um importante reconhecimento da qualidade, do percurso e da capacidade de afirmação do Politécnico de Leiria”, afirmou à agência Lusa.
Numa declaração escrita, o autarca adiantou ter “grandes expectativas de que a criação da Universidade de Leiria e do Oeste possa traduzir-se num efetivo impulso de desenvolvimento, inovação e crescimento para toda a região, reforçando a atração de talento, investimento e novas oportunidades para os jovens”.
“Este é um passo que valoriza o trabalho desenvolvido ao longo de muitos anos e que deve agora ser acompanhado dos recursos e da ambição necessários para afirmar uma universidade forte e diferenciadora”, acrescentou Gonçalo Lopes.
Por sua vez, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) olha para este momento como sendo parte da transformação deste território pós-tempestades.
“É uma notícia muito importante, até porque vem numa altura pós-tempestade, sem ter que ver com a tempestade, penso eu, mas vem numa altura muito importante, porque a universidade irá, com toda a certeza, fazer parte da transformação desta região depois das tempestades”, disse à agência Lusa Jorge Vala, presidente da CIMRL.
O também presidente da Câmara de Porto de Mós saudou a criação da futura universidade.
“Este é um momento de grande entusiasmo da parte de todos nós, de toda a Região de Leiria que, ao longo destes últimos tempos, tem apelado ao Governo para que o Politécnico de Leiria seja transformado em universidade”, salientou Jorge Vala.
O presidente da CIM adiantou que “hoje concretiza-se este desejo, esta vontade, mas, sobretudo, esta necessidade, porque a universidade vai impactar, positivamente, na transformação deste território”.
O Politécnico de Leiria iniciou a sua atividade em 1980. Tem cinco escolas superiores, três das quais em Leiria (Tecnologia e Gestão, Saúde, e Educação e Ciências Sociais), uma nas Caldas da Rainha (Artes e Design) e outra em Peniche (Turismo e Tecnologia do Mar).
Possui ainda núcleos de formação e 15 unidades de investigação. A sua comunidade académica integra 14.500 estudantes e cerca de 1.650 professores, investigadores, técnicos e administrativos.