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Universidade de Leiria e Oeste tem “a raiz sistémica” em Alcobaça

Os desafios da transformação do Politécnico em Universidade foram o tema do último programa “Radar de Opiniões”.

Francisco Rebelo dos Santos, Carlos Rabadão e Agostinho Silva FOTO: Joaquim Dâmaso

“O Município de Alcobaça não vai colaborar com o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) porque ele vai desaparecer, mas vai colaborar com a Universidade de Leiria e Oeste (ULO)”, afirmou Carlos Rabadão, presidente do IPL, na sexta-feira, 29 de maio, no programa “Radar de Opiniões”.

Apesar do presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Hermínio Rodrigues, assumir publicamente manter o distanciamento com o IPL, Carlos Rabadão demonstra disponibilidade “para colaborar noutras iniciativas com o Município [de Alcobaça]”, ao “nível de prestação de serviços e da investigação”.

“Sentimos falta de envolvimento do Município de Alcobaça”, reforçou o responsável pela instituição, sublinhando que “é só uma questão de tempo” para trabalharem em conjunto.

Agostinho da Silva, pró-presidente do Politécnico, que também participou no programa, ressaltou a importância de Alcobaça para a ULO: “Alcobaça não é apenas um concelho, é a raiz sistémica deste ecossistema [de Leiria e Oeste]”.

Neste episódio, numa parceria entre o REGIÃO DE LEIRIA e a Cister FM, os desafios da transformação do Politécnico em Universidade entraram em debate, mas uma coisa é certa: “Somos ULO e já nos podemos começar a acostumar a esta designação”, garantiu Carlos Rabadão.

“O que está a ser planeado é que, no próximo concurso nacional de acesso ao ensino superior, já seja a ULO. Todos os alunos novos que entrem e que iniciem o ano em setembro já serão alunos da ULO, assim como todos os atuais estudantes do IPL”, explicou.

Para o presidente, que acreditou “desde o início” na transformação, “o Politécnico tem feito muito pelo território” e, mais do que mudar de nome, a Universidade vai tornar a região “mais atrativa” para “fixar talento jovem”, investigadores e docentes.

“Hoje somos um excelente Politécnico e, daqui a uma década, vamos ser uma excelente Universidade”, salientou.

Por sua vez, Agostinho Silva vê “a nova realidade académica” como o ponto de partida para a formação dos futuros profissionais: “Diria que, daqui desta Universidade, sairão os profissionais que vão mudar não apenas o território, mas também o modelo de mudança de um país inteiro. E, quem sabe, até da Europa”.

A conversa, moderada pelo diretor do REGIÃO DE LEIRIA, Francisco Rebelo dos Santos, está disponível no canal de Youtube da rádio Cister FM.

BC com JM


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