O surto de Covid-19, não só está a ter um impacte humano e social devastador, como tem vindo a paralisar a esmagadora maioria das economias mundiais, por um período indeterminado.

Em termos de saúde pública, os factos são o que são, e os números associados à pandemia não param de aumentar. Preocupação e apreensão, inscrevem-se nos rostos de cada um, neste contexto de enorme indefinição, numa luta – sem tréguas nem quartel – contra um inimigo invisível e voraz, capaz de ultrapassar fronteiras e ignorar bandeiras.

Temos, de facto, razões de sobra para estarmos preocupados, atentos e atuantes. Atuação, essa, que começa por nós próprios, nos comportamentos diários, na forma como nos dirigimos aos nossos interlocutores, aos nossos amigos, à nossa família…

É certo que começamos a ter saudades dos efusivos apertos de mão, abraços e beijos. Não é menos certo que o tempo convida a passeios fora de portas, às esplanadas à beira-mar, etc. Todavia, não, agora não. Temos de ser contidos, sob pena de, também, sermos protagonistas de um caos instalado, sem licença nem pré-aviso.

Certo, certo, é que profissionais da saúde, agentes da autoridade e da proteção civil, estão – abnegadamente – a dar o seu melhor neste cenário de guerra, onde todos somos soldados.

Também, e não menos certo, é que os órgãos governativos da República, bem como, as diversas forças políticas, se uniram, em redobrado esforço para que consigamos dar a volta ao texto.

(Artigo publicado na edição de 2 de abril de 2020 do REGIÃO DE LEIRIA)