Assinar Edições Digitais

Quilómetro 130: Os SMAS Leiria (parte II)

No meu último artigo aludi à crescente falta de motivação vivida nos SMAS Leiria. E fi-lo na perfeita convicção de que reestruturando e reorganizando aqueles serviços, é possível convertê-los numa instituição de referência da região.

Cláudio de Jesus, engenheiro do Ambiente claudiojesus2012@gmail.com

No meu último artigo aludi à crescente falta de motivação vivida nos SMAS Leiria. E fi-lo na perfeita convicção de que reestruturando e reorganizando aqueles serviços, é possível convertê-los numa instituição de referência da região.

Que me recorde nos últimos anos, o único facto verdadeiramente digno de registo relativamente aos SMAS Leiria foi a entrada em funcionamento do novo laboratório de controlo de qualidade da água – por sinal dos melhores do país. Esperava-se mais de uma entidade gestora dos serviços de água e saneamento de um concelho com cerca de 130.000 habitantes. E por essa razão, parece-me no mínimo precipitada a intenção do executivo municipal de avançar para um processo de privatização daqueles serviços.

Explicando melhor, no essencial o que falta é motivação dos colaboradores. E isso consegue-se com uma liderança forte, que mesmo em tempos de crise consiga extrair o melhor de cada um. Com uma equipa motivada, os indicadores de desempenho melhoram, a produtividade aumenta e os resultados aparecem.

Penso que o executivo municipal deveria começar por reestruturar e reorganizar os SMAS Leiria, antes de pensar na sua entrega a privados. Se não o fizer, estará a vender em saldo um serviço que é essencial à população. E os leirienses ficarão a perder com a troca do público para o privado.

(texto publicado na edição em papel de 20 de janeiro de 2012)