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Quilómetro 130: Qualidade de vida

Na passada semana a DECO publicou um estudo em que os portugueses elegeram Viseu como a melhor cidade do país para se viver.

Cláudio de Jesus, engenheiro do Ambiente claudiojesus2012@gmail.com

Na passada semana a DECO publicou um estudo em que os portugueses elegeram Viseu como a melhor cidade do país para se viver. O estudo baseou-se na percepção dos inquiridos em todas as capitais de distrito do país e avaliou diversos indicadores socioeconómicos, ambientais e culturais para elaborar a classificação entretanto publicada.

Segundo aquela associação de defesa dos direitos dos consumidores, entre saúde, educação e lazer, os habitantes de Viseu, dizem que não falta nada além de emprego. No mesmo teste, a cidade de Setúbal recebeu a pior nota. Nos sectores de educação, segurança e criminalidade, cultura, lazer e desporto, a cidade foi mesmo considerada a pior a nível nacional.

Regressado de Luanda no passado fim-de-semana, fiquei a reflectir no estudo em causa, e na percepção que os habitantes de uma determinada urbe têm sobre o que é ter “qualidade de vida”. Desloco-me frequentemente a países em desenvolvimento, em particular países africanos, onde ainda falta quase tudo e, no entanto, interrogados os habitantes das suas cidades, muitos dirão que têm qualidade de vida. Percepções diferentes de realidades diametralmente opostas!

É verdade, no referido estudo da DECO, Leiria ficou em oitavo lugar, a par de Vila Real, Coimbra e Aveiro. Acho que temos de ser capazes de fazer melhor.

(texto publicado na edição em papel de 27 de julho de 2012)