Numa região recheada por casas para passos a dois, as danceterias servem de fonte de convívio, atividade e prazer para quem há muito já não possui rotinas fixas

É quarta-feira e, tal como acontece religiosamente uma vez por semana, Lídia e Luís Martins, 59 e 60 anos, entram pela porta da Dom Pirata. O relógio passa pouco das 22 horas quando o dono do espaço, Bruno Santos, passa pelo casal com 38 anos de casados e o cumprimenta com familiaridade. O hábito adquirido pela dupla há cerca de sete anos serve para estimular a relação a dois, mas pode significar muitas outras coisas para os frequentadores que semanalmente enchem as danceterias da região.

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