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Omnichord Records vai ensinar ecossistema da música a milhares de alunos de Leiria

Omnichord Records vai ensinar ecossistema da música a milhares de alunos de Leiria

Quinze comunidades escolares do concelho de Leiria, num total de cerca de quatro mil alunos, vão receber o projeto “Música Omnipresente”, que pretende formar e educar tendo o “ecossistema da música” como exemplo.

A iniciativa é da editora Omnichord Records, de Leiria, que ambiciona “abrir horizontes e despertar competências” a partir da música e das componentes que lhe estão associadas, estabelecendo, em simultâneo, ligações com outras artes e desenvolvendo públicos com alunos, pais e comunidades.

O projeto arranca no dia 14 de outubro e estende-se a julho de 2020, envolvendo um grupo de 13 artistas e programadores de Leiria na orientação de sessões intensivas em comunidades escolares do concelho, convocando-as ainda para eventos em espaços culturais da cidade.

Inicialmente, estão abrangidas todas as escolas públicas do 2.º ciclo e secundário, perfazendo quatro mil alunos. Numa segunda fase, mediante os apoios concedidos, a intenção da editora é avançar para o 1.º ciclo e instituições privadas de solidariedade social, chegando a um universo de 15 mil alunos.

“Depois de projetos desenvolvidos com a associação Fade In nas escolas, de onde saíram entre 2013 e 2014 projetos como First Breath After Coma (FBAC), Surma ou Whales – já todos com um trajeto nacional e internacional – resolvemos voltar às escolas para falar de música sem levar instrumentos”, explica Hugo Ferreira, da Omnichord Records.

Entre os participantes estão Débora Umbelino (Surma), Filipe Rocha (Sean Riley & Slowriders), Vasco Silva (Whales), Ana Sofia Ribeiro (We Trust/Lince) e vários músicos dos FBAC, muitos deles ex-alunos em escolas onde vão assumir, agora, o papel de tutores.

“Reunimos programadores e músicos com bastante experiência e vamos abordar todo o ecossistema que rodeia a música e usar a música como exemplo e ponto de partida para capacitar e desenvolver conhecimentos e apetências”, afirma Hugo Ferreira, ele próprio tutor no Agrupamento de Escolas Henrique Sommer, na Maceira, onde estudou.

“Música Omnipresente”, desenvolvido em parceria com o Serra – Espaço Cultural e em articulação com os pelouros da Educação, Juventude e Cultura da Câmara de Leiria, pretende “devolver à escola o que ela deu”.

“Temos a certeza de que, mais do que expor, vamos partilhar e receber experiências e saber que vão ser muito úteis para todos os envolvidos”.

Ao longo das sessões, os músicos e programadores vão falar nas escolas da importância da experiência escolar nos seus percursos, dar a conhecer diferentes géneros musicais e as funções e ofícios do meio, falar do método de criação e preparar os participantes para o palco e para o público.

“Música Omnipresente” terá uma vertente pública em concertos em espaços de Leiria, começando com a ‘rapper’ Russa no Palácio dos Ataídes, no dia 25, e no programa “As quatro estações do Serra”, neste espaço cultural da Reixida, Cortes, onde haverá workshops, conversas e momentos musicais um domingo em cada estação do ano.

Lusa

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