Uma Tribuna Pública está marcada para hoje, 15 de janeiro, em frente à Loja de Cidadão de Leiria, exigindo um conjunto de medidas de defesa dos direitos dos reformados, pensionistas e idosos.

Aumento real das pensões e das prestações sociais, revogação do fator de sustentabilidade, reforço do Serviço Nacional de Saúde, eliminatação de taxas moderadoras e aumento das comparticipações nos medicamentos para reformandos e pensionistas com pensões inferiores ao salário mínimo nacional são exigências esta quarta-feira.

A iniciativa está agendada para as 15h30 e integra-se num conjunto de tribunas públicas que a Inter-Reformados da CGTP e a Confederação Nacional de Reformados MURPI realizam hoje em 12 distritos do país.

“Esta ação visa exigir medidas concretas em defesa dos direitos dos reformados, pensionistas e idosos”, entre as quais “um aumento real das pensões e de todas as prestações sociais”, a revogação do fator de sustentabilidade, que corta cerca de 15% do valor das reformas antecipadas, e a eliminação das taxas moderadoras.

As organizações de reformados reivindicam ainda “o aumento das comparticipações nos medicamentos para reformados e pensionistas detentores de pensões inferiores ao salário mínimo nacional”, que este ano é de 635 euros brutos.

Este ano, através da lei que atualiza as pensões, os pensionistas que recebem até 877,6 euros (valor correspondente a dois Indexantes de Apoios Sociais), têm um aumento de 0,7%.

Por sua vez, as pensões entre duas e seis vezes o valor do IAS (entre 877,6 euros e 2.632,8 euros brutos) são atualizadas este ano em 0,24%. Acima desse valor não há aumentos.

Nos últimos três anos, o anterior governo atribuiu um aumento extraordinário até 10 euros por pensionista com rendimentos mais baixos. Em 2017 e 2018, este aumento foi aplicado a partir de agosto e em 2019 a partir de janeiro.

Lusa