“Tudo o que não é urgente, não estamos a fazer, está a ser adiado para um futuro que esperemos que seja próximo”, começa por dizer Andrea Goulart, do Centro Veterinário do Oeste.

O surto da Covid-19 veio obrigar as clínicas e hospitais veterinários a alterar o sistema de atendimento e restringir os serviços, conforme indicações da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV).

No Centro Veterinário do Oeste, com instalações em Leiria e na Maceira, são consultados apenas animais que estejam “efetivamente doentes” ou que necessitem de cirurgias urgentes e que “não podem ser adiadas, explica Andrea Goulart. As consultas devem ser marcadas previamente via telefone e, ao chegar ao local, é pedido ao dono que aguarde no exterior. “O cliente quando chega, toca à campainha e nós recebemos o animal no exterior. O dono não entra no consultório”. A equipa médica está equipada com batas cirúrgicas esterilizadas, por cima do habitual pijama cirúrgico, e com luvas e máscaras.

Além das medidas adotadas pelo Centro Veterinário do Oeste para cumprir o distanciamento social em relação ao cliente, também internamente houve alterações no funcionamento da equipa médica. A equipa está “dividida e a alternar semanalmente”. Esta é uma forma de “minimizar o contacto” entre funcionários e “garantir que há sempre alguém disponível”, completa Andrea Goulart.

Na Clínica Veterinária do Lis, nos Marrazes, as medidas são semelhantes. As consultas, que já funcionavam por marcação, estão a ser realizadas apenas a “animais doentes ou em período de vacinação, como os cachorros ou os gatos bebés que não se encontrem totalmente protegidos”, explica Olga Lagoa de Sousa, responsável na clínica. Os serviços de estética não estão disponíveis, bem como a vacinação anual que, explica, “se tiver sido bem feita para trás, os animais continuam a estar protegidos” por mais alguns meses.

No momento da consulta, o dono não entra no consultório e deve aguardar na sala de espera ou mesmo no carro. Apenas a equipa médica, composta por uma enfermeira e uma veterinária, permanecem no consultório com o patudo.

Olga Lagoa de Sousa admite que têm “tentado desincentivar os clientes à ida ao veterinário, para que se mantenham em casa”. As medidas adotadas pelas clínicas e hospitais veterinários seguem as orientações da OMV, disponíveis aqui.