Bruna Magalhães (ao centro) com o irmão, a mãe e as seis cadelas

“Acho que nesta fase estamos a olhar mais para dentro e a ficar mais solidários”, começa por dizer Bruna Magalhães. Prova disso são as três cadelas que escolheu juntar à família em março, já durante o período do estado de emergência, que esteve em vigor entre 19 de março e 2 de maio por causa da covid-19.

Foi ainda em janeiro que a Associação Protectora de Animais da Marinha Grande partilhou na sua página de Facebook fotografias de quatro cachorras encontradas abandonadas na zona da Vieira, na Marinha Grande, junto da mãe. Já em março, três continuavam sem lar.

Bruna Magalhães viu as fotografias e não ficou indiferente ao “olhar tão triste” das patudas que logo decidiu adotar. No dia 26 de março Nairóbi, Moonie e Kayra conheceram a sua nova casa, na Batalha.

A decisão de ficar com as três foi automática: “elas têm um laço familiar, não fazia sentido separá-las”.

A jovem adora animais e por isso tem aproveitado os dias em casa para se dedicar às patudas que por esta altura têm 6 meses e são já de porte médio.

A atenção é dividida com Kelly, Minnie e Vicky, três cadelas que eram já membros da família. Bruna Magalhães explica que a adaptação tem “corrido mesmo muito bem” e que se dão todas bem.

Para as cadelas mais jovens, brinquedos não é com elas, preferem divertir-se com sapatilhas. A jovem confessa que tem “basicamente vivido” para elas, com quem passa “grande parte do dia”.

Garante que mais tarde quando puder regressar ao trabalho, numa agência de viagens e também na área da maquilhagem, a “dedicação vai ser igual” e o tempo gerido da melhor forma.

Artigo publicado na edição de 7 de maio de 2020 do REGIÃO DE LEIRIA.