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Leiria

Covid-19: “Ainda não podemos levantar a guarda”, diz Gonçalo Lopes

Presidente da Câmara de Leiria considera novas medidas “um enorme sacrifício”, mas defende-as para “evitar o colapso do sistema de saúde”, concretamente o hospital de Leiria.

O aumento do número de casos de Covid-19 em Leiria levou o concelho a subir para o nível de risco muito elevado, agravando as medidas de contenção da pandemia. “Apesar de o horizonte ser de esperança com a chegada da vacina ao nosso país, ainda não podemos levantar a guarda”, disse hoje, 7 de janeiro, o presidente da Câmara de Leiria, numa mensagem divulgada online.

Gonçalo Lopes assumiu que o crescimento do número de casos “já era esperado tendo em conta a quadra festiva que vivemos” e considerou o conjunto de novas medidas anunciadas “um enorme sacrifício”.

Contudo, as mesmas “são fundamentais para defender a nossa população e evitar o colapso do sistema de saúde, em especial o hospital de Leiria”.

Na mensagem deixada esta quinta-feira, o autarca considera “fundamental” a união entre os cidadãos na “proteção dos membros da nossa comunidade em situação de maior fragilidade, em especial a população mais envelhecida”, apelando ao histórico do concelho:

“Leiria tem sido exemplar na forma como tem enfrentado esta pandemia, o que de resto nos permitiu estar sempre numa situação muito mais favorável que a generalidade das capitais de distrito do país”.

Gonçalo Lopes não duvida de que os leirienses vão “uma vez mais ter um comportamento cívico exemplar e superar esta dificuldade. Leiria é muito forte e contamos com todos”.

O presidente da autarquia anunciou que, com a entrada em vigor das novas medidas, será reativado o Programa Leiria no Prato aos sábados e domingos, de modo a permitir o serviço gratuito de entrega ao domicílio de refeições, “com o objetivo de apoiar a restauração do concelho”.

Dia 11 de janeiro a Câmara de Leiria vai também abrir candidaturas ao Fundo de Emergência Municipal de Apoio Comercial e Empresarial, “para pequenas empresas do concelho que viram a sua faturação reduzida pela pandemia”.

As medidas impostas a concelhos com nível de risco muito elevado (mais de 480 casos por 100 mil habitantes) implicam, a partir das zero horas de amanhã, restrição na via pública entre as 23 horas e as 5 horas nos dias úteis e aos sábados e domingos proibição de circulação a partir das 13 horas (com algumas exceções previstas), além da interdição da circulação entre concelhos.

O presidente do município lembrou também que “eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto se do mesmo agregado familiar”.

No comércio, o Governo decretou aos fins de semana a abertura a partir das 8 horas e o encerramento às 13 horas, “com exceção de farmácias, clínicas e consultórios, estabelecimentos de venda de bens alimentares com porta para a rua até 200 m2 e bombas de gasolina”.

Ainda nos fins de semana, a partir das 13 horas os restaurantes só podem funcionar através de entrega ao domicílio. Durante a semana têm de encerrar até às 22h30. Para os restantes estabelecimentos, as portas fecham às 22 horas.

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