Procurar
Assinar

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

De Fátima, cidade da paz, o apelo ao fim da guerra na Ucrânia

Mais de um milhar de crianças e jovens alunos do Centro de Estudos de Fátima pediram paz.

Um grupo de pessoas com máscaras está reunido no exterior de um edifício. Em primeiro plano, uma pessoa segura uma grande bandeira azul e amarela da Ucrânia.

“O dia de ontem foi muito difícil para o meu país e para todos nós. Ontem de manhã, ligou a minha mãe. Ela chorava e gritava: guerra, guerra. A Rússia invadiu o nosso país e independência, bombardeando as nossas cidades do ar”. Este é o relato emocionado de Tetyana Olshevska sobre o sofrimento ucraniano dos residentes em Fátima, enquanto acompanham à distância o conflito no seu país natal. 

“Nós vivemos em Portugal, onde há paz, mas o nosso coração está a gritar. A gente chora e reza pela nossa terra, pátria, que está sempre no nosso coração”. E à voz embargada, percebeu-se também que outras ucranianas presentes na cerimónia pela paz, enxaguavam as lágrimas.

A iniciativa do Centro de Estudos de Fátima (CEF) foi a de enviar um sinal ao mundo: “Nada justifica o sofrimento de um povo, o sofrimento das famílias ucranianas, das crianças, dos homens e mulheres, que, com ansiedade veem o futuro posto em causa”, sublinhava o diretor do estabelecimento de ensino.

“É por eles, pelo povo que aqui estamos. Comungamos a sua dor, e sofrimento. E apenas com eles que estamos solidários”, frisou.

Ao segundo dia de guerra, mais de um milhar de crianças e jovens alunos, a partir de Fátima,  manifestaram pela largada de pombas brancas, pelas mensagens que deixaram o mundo em diversas línguas que “é importante crescer juntos porque nós somos a semente da esperança e da paz”.

Da paz, palavra escrita com três letras espelhada no chão, o Reitor do Santuário desafiou à paz. “Uma manifestação de solidariedade é extremamente importante, nós não podemos ficar indiferentes perante o sofrimento do povo ucraniano”, disse. E apelou ao acolhimento aos refugiados desta guerra, como exemplo de construtores de paz.

A comunidade ucraniana – revelou Tetyana Olshevska – está a reunir verbas para “os hospitais, para apoiar os soldados feridos”. Neste momento, “é impossível” trazer familiares para Portugal uma vez que “não há aviões” e a circulação por via terrestre é difícil.

“A Ucrânia está no nosso coração”

O presidente da Assembleia Municipal de Ourém apelou a todos os diplomatas russos que “por vergonha, deveriam deixar os seus postos de embaixada e regressar ao seu país, até que esta situação acalmasse, tivesse um fim”. 

O também deputado do PSD, João Moura  entende que “por respeito à Ucrânia e ao mundo”, deveria ser esta a atitude a adotar, mesmo os que se encontram em Portugal. Moura assinalou a importância da cerimónia como forma de “condenação do que está a acontecer” e exaltando os “valores da diferença e do respeito”.

Num discurso de emoção, o presidente da Câmara de Ourém fez um “apelo muito forte, na cidade da paz, para que os líderes mundiais possam refletir, olhar para o mal que estão a fazer às crianças desse país e todos”.  A “liberdade, o respeito e a paz são fundamentais”, afirmou.

Luís Albuquerque referiu-se em particular às “crianças inocentes” ali presentes, lembrando que “numa parte da Europa existem crianças como eles que estão a passar dificuldades, a não saber o que lhes está a acontecer, por força de uma guerra, de interesses que todos nós devíamos estar alheios”.

O edil garantiu que “a Ucrânia está no nosso coração”, verbalizando a mensagem de um dos vários cartazes exibidos.


Deixar um comentário