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Covid-19

Covid-19: Taxa de vacinação com reforço ronda 76% no AceS PL

Vacinação prossegue em regime de “casa aberta” nos centros de Leiria, Marinha Grande e Pombal, sem necessidade de autoagendamento

CVC de Leiria abre portas cinco dias por semana, enquanto os de Marinha Grande e de Pombal passaram a funcionar apenas ao sábado JOAQUIM DÂMASO

Cerca de 132 mil utentes de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós já tem a vacinação completa contra a Covid-19, o que representa uma taxa de cobertura de 76% em utentes elegíveis.

Segundo informação da Coordenação do Programa da Vacinação do AceS PL (Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Litoral), 132.283 utentes, com 18 ou mais anos, já tinham sido vacinados até segunda-feira com dose de reforço.

Já o número de utentes ainda não vacinados e identificados como elegíveis era de 49.988.

Segundo a Coordenação de Vacinação, “grande parte destes utentes já foi convocada/agendada para vacinação e/ou contactada telefonicamente”. Contudo, “muitos recusam ou não residem na nossa área de abrangência, estando muitos fora do país”, nota, numa informação prestada ao REGIÃO DE LEIRIA.

Entre os utentes vacinados, a maior cobertura vacinal incide no grupo etário acima dos 80 anos, com 93,19%.

A taxa diminui com a redução das idades, cifrando-se na área do ACeS PL em 92,07% na faixa dos 70 aos 79 anos; 89.59% dos 60 aos 69; 81,33% dos 50 aos 59; 69,54% dos 40 aos 49; 58,95% dos 30 aos 39; e 46,98% dos 18 aos 29.

Segundo a Coordenação da Vacinação, o processo evoluiu para uma nova fase a partir de 28 de fevereiro, dadas as previsões da redução do número de utentes elegíveis para a dose de reforço durante os meses de março e abril.

Este panorama ditou o encerramento dos Centros de Vacinação Covid-19 (CVC) da Batalha e de Porto de Mós, mantendo-se abertos os de Leiria, Marinha Grande e Pombal com horário mais reduzido, sendo os utentes de Batalha e de Porto de Mós atendidos em Leiria.

O CVC de Leiria (estádio) funciona desde o início de março às segundas, terças, quartas, sextas e sábados das 9 às 13 horas e das 14 às 16 horas.

O da Marinha Grande abre apenas ao sábado, das 9 às 13 horas, assim como o de Pombal, que funciona aos sábados das 9 horas às 12h30 e das 14 horas às 16h30.

“Neste momento, estamos a vacinar com dose de reforço os maiores de 18 anos, assim como, todos os que ainda não iniciaram ou não completaram a primovacinação”, adianta a coordenação do programa do ACeS PL, frisando que o funcionamento dos centros poderá sofrer alterações em função da procura.

“Para maio e principalmente junho, temos um aumento significativo no número de elegíveis, porém, este número está condicionado ao número de novas infeções e à adesão da população, face à perceção da necessidade de dose de reforço”, acrescenta.

DGS ajusta medidas e salienta responsabilidade individual

A Direção-Geral da Saúde (DGS) revogou entretanto 16 orientações sobre a pandemia e ajustou as medidas de saúde pública, considerando ser “responsabilidade de cada um adotar comportamentos que minimizem o risco de transmissão do vírus”.

Segundo a nova orientação publicada na terça-feira, que adapta as medidas de saúde pública à atual situação epidemiológica do país, estes comportamentos individuais passam por estar vacinado contra a Covid-19, manter os espaços ventilados, usar máscara sempre que o risco de transmissão da doença seja acrescido, ficar em casa e testar caso tenha sintomas, lavar e desinfetar as mãos frequentemente, e garantir, com regularidade, a limpeza e desinfeção de superfícies.

“Num cenário de alinhamento com o atual panorama epidemiológico, importa que a transição das medidas de saúde públicas, elaboradas e publicadas no âmbito da pandemia, seja efetuada de forma adequada à minimização do risco da doença para a população”, adianta a orientação, ao avançar que as empresas e instituições devem ter um plano de contingência atualizado para cada local, de forma a minimizar a transmissibilidade do coronavírus SARS-CoV-2.

Cessa ainda a obrigatoriedade da apresentação de certificado digital para acesso a espaços com público, como estabelecimentos de restauração e bebidas, cinemas, estabelecimentos hoteleiros e similares, bares e discotecas, mantendo-se obrigatório nas situações previstas para mobilidade internacional, acesso a estruturas residenciais e visitas a doentes em unidades de saúde.

Quanto à máscara, mantém-se obrigatória nos diversos espaços interiores, com exceção dos clientes dos bares e discotecas, e para acesso ou permanência em transportes de passageiros (incluindo paragens).

“O regime de teletrabalho, que permite a manutenção do trabalho, evitando a aglomeração de pessoas, pode ser adotado sempre que as funções em causa o permitam, o trabalhador disponha de condições para as exercer e em concordância com a entidade patronal”, adianta ainda a nova orientação.

A orientação agora publicada revoga orientações de 2020 e 2021 sobre recintos desportivos, bares e discotecas, utilização de equipamentos de diversão, eventos de grande dimensão, competições desportivas, atividade física, locais de culto, espaços de atividades culturais, transportes públicos, creches, restauração, atendimento ao público e hotéis.

Foram também revogadas as orientações técnicas conjuntas sobre o referencial para as escolas de controlo da transmissão da Covid-19, o programa de rastreios laboratoriais nas creches e estabelecimentos de educação e ensino e a campanha de rastreio com testes laboratoriais para SARS-CoV-2 na comunidade escolar.

Com Lusa

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