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Marinha Grande

Energia verde une CIMRL e empresas em projeto inovador

A 28 de julho será apresentado o plano de ação estratégico e, dentro de seis meses, serão conhecidos os primeiros resultados.

Ministro do Ambiente e da Ação Climática conheceu alguns dos projetos do CDRSP Foto: Joaquim Dâmaso

Biogás, hidrogénio, energia solar e energia eólica estão no centro do plano de ação estratégico e de atividades do Núcleo Colaborativo para a Energia Verde – Região de Leiria (NCGREEN-ENERGY.PT).

O projeto, inovador na região e no país, é promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) e integra o Politécnico de Leiria, a Nerlei e cinco empresas do sector das energias verdes (PRF, Tecneira, Molgás, Infrasol e e-Redes), com ligações à região e com o objetivo de juntar competências nas diferentes áreas e desenvolver novos projetos de energias alternativas.

O NCGREEN foi apresentado na última terça-feira, no CDRSP – Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentável do Produto, na Marinha Grande, e contou com a presença de Duarte Cordeiro, ministro do Ambiente e da Ação Climática, que ficou satisfeito com a vontade demonstrada por todas as entidades envolvidas em trabalhar para a transição energética.

“Temos que garantir autonomia face a recursos que não controlamos”, afirmou, referindo-se à dependência do país face ao gás natural e petróleo. “Se a transição energética já era prioridade no país, com compromissos de neutralidade carbónica, todo o contexto da guerra veio acelerar essa prioridade. Tornou-se algo urgente”, explicou, evidenciando que a criação do núcleo pode ser fundamental neste processo.

Numa região fortemente caracterizada pela indústria, Gonçalo Lopes, presidente da CIMRL, salientou que a “transição energética é fundamental para o país e para o futuro da Europa” e a região “tem esta obrigação para colocação no terreno desta realidade de transição energética”. “Unidos, por este projeto, podemos fazer uma transição energética muito rápida”, afirmou.

A 28 de julho, Dia Mundial da Conservação da Natureza, será apresentado publicamente o plano de ação estratégico e, dentro de seis meses, serão conhecidos os primeiros resultados. “Não sabemos se será inovador no contexto nacional, mas na região é, e é uma mais-valia”, afirmou Paulo Santos, primeiro secretário executivo da CIMRL.

Na visita realizada às instalações do CDRSP, pelo diretor Artur Mateus, o ministro do Ambiente teve oportunidade de conhecer alguns dos projetos ali desenvolvidos, alguns deles a pensar na economia circular e na redução de combustíveis fósseis, como o reaproveitamento de apara metálicas ou a reintrodução na economia de lixo retirado nos oceanos.

Rui Pedrosa, presidente do Politécnico de Leiria, afirmou que a instituição está disponível, “neste desafio coletivo, com impacto global”, em “dar o exemplo na transformação verde”.

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