A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria anunciou hoje a criação de um grupo de trabalho para acompanhar o que está a ser feito na sequência do mau tempo e colaborar para tornar o território mais resiliente.
“A Comunidade Intermunicipal decidiu hoje criar uma ‘task force’ com ‘players’ locais, a academia, as associações empresariais, no sentido de podermos acompanhar, de uma forma séria, aquilo que está a ser feito e poder colaborar com alguma informação e também com a nossa perspetiva de território sobre os investimentos que devem ser feitos” no âmbito da resiliência incluindo da floresta, afirmou à agência Lusa Jorge Vala, em Figueiró dos Vinhos, onde hoje se reuniu o Conselho Intermunicipal da CIM.
Segundo Jorge Vala, também presidente da Câmara de Porto de Mós, esta decisão deve-se a “uma preocupação muito grande” dos autarcas.
“Precisamos de saber, em primeiro lugar, se existe um plano de investimentos na área das comunicações e na área da energia. Aquilo de que nos estamos a perceber, de uma forma muito preocupada, é que estes investimentos estão a ser feitos recuperando apenas aquilo que foi danificado, sem qualquer tipo de preocupação com eventos futuros desta dimensão ou até menores”, declarou o autarca.
Esta situação deixa os presidentes dos 10 municípios da CIM “muito preocupados”, preocupação transmitida na semana passada numa carta entregue ao Presidente da República, António José Seguro, na Presidência Aberta que fez no âmbito da qual se deslocou à região de Leiria.
“Continuamos a ter esta preocupação e decidimos atuar de uma forma positiva, solicitando essa informação aos membros do Governo, mas também criando uma estrutura” que possa dar contributos e acompanhar esses investimentos, adiantou Jorge Vala, assegurando que o grupo de trabalho vai ser pequeno e ágil e estará em funcionamento até ao final do mês.
A CIM integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.