A comissão política concelhia do PSD Leiria lamentou, em comunicado, as declarações do presidente da Câmara de Leiria, em entrevista publicada na última edição no REGIÃO DE LEIRIA, “ao afirmar que estaria a ser perseguido por uma ‘seita’ ligada ao Governo”.
“Tal afirmação é grave e reveladora de uma preocupante e repetida incapacidade de lidar com a crítica”, escreve a estrutura social-democrata, que aconselha o autarca a apresentar queixa-crime das ameaças que recebe junto das autoridades.
No comunicado, a comissão, liderada por Carlos Conceição, considera que “quem exerce funções públicas deve saber ouvir, responder com elevação e respeitar quem pensa diferente. Confundir crítica com perseguição, ou discordância com fanatismo, é próprio de quem se habituou ao unanimismo e não sabe conviver com contraditório”.
Entende ainda que as ambições políticas são “legítimas” de qualquer autarca, mas as declarações não podem ser “irresponsáveis, lançando confusão, ruído e suspeições sem provas, alimentando uma narrativa de falsa vitimização e ter desculpa para não fazer o seu trabalho”.
Para o PSD Leiria, o “Governo respondeu à tempestade de imediato, declarando situação de calamidade”, aprovou medidas de apoio transversais a vários sectores, criou uma estrutura de missão sediada em Leiria e apresentou o PTRR, “com uma verba muito expressiva para responder às necessidades da nossa região”. “Não há memória de um governo central ter respondido desta forma rápida e com este nível de recursos”, acrescenta a nota.
O Portal da Transparência para a tempestade Kristin, a criação de uma comissão de acompanhamento e o Orçamento Participativo foram algumas propostas apresentadas por vereadores e deputados municipais do PSD, “sempre ignoradas pelo PS, apesar de depois as aproveitar”, acusa a concelhia.
“O combate político faz-se com verdade, respeito institucional e educação democrática. Não se faz com insinuações, vitimização ou afirmações sem fundamento”, conclui o comunicado.