O núncio apostólico em Lisboa afirmou que Leão XIV virá, “de certeza”, ao Santuário de Fátima, mas tudo vai depender da agenda das viagens do líder da Igreja Católica.
“Quando estive com ele, falei sobre Fátima”, disse, em entrevista à agência Lusa, no dia 21, Andrés Carrascosa Coso, recordando a resposta dada por Leão XIV: “Eu vou”.
“Quando vai ser, vai depender da agenda do Papa e ela nunca é simples e depende de tantas coisas”, mas “que [ele] vai vir, vai vir, pode ter certeza”, disse o representante da Santa Sé em Portugal, não adiantando uma data concreta.
O Papa Leão XIV tinha sido a primeira escolha ainda como cardeal para presidir às peregrinações de maio e outubro de 2025 no Santuário de Fátima, mas posteriormente a sua agenda, com os compromissos já assumidos, impediu de marcar presença, revelou José Ornelas, bispo de Leiria-Fátima, em maio passado. Contudo, a vontade de estar em Fátima mantém-se, assegura.
Nomeado no início do ano, Andrés Carrascosa Coso chegou a Lisboa dias depois da depressão Kristin: “No mesmo dia da minha chegada, o bispo de Leiria falou-me dos desastres que vieram de lá e convidou-me” para visitar a zona.
Esteve em vários locais, deu apoio à população e procurou estar presente, para que as pessoas “percebam que o representante do Papa está próximo e se interessa”.
Já o Papa Leão XIV, no final de janeiro, tinha manifestado um voto de pesar pelas vítimas mortais da depressão Kristin em Portugal e reconheceu o trabalho de entreajuda dos cidadãos.
“Ao saber das graves consequências da passagem da depressão Kristin pelo território português, que deixou um cenário particularmente devastador no centro do país, o santo padre deseja comunicar o seu pesar pelas pessoas que perderam a vida, unindo-se espiritualmente à dor dos respetivos familiares”, referiu então o Papa numa mensagem enviada ao presidente da Conferencia Episcopal Portuguesa (CEP), José Ornelas, bispo de Leiria-Fátima.
Na nota, assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, Leão XIV salientou que sente “muito de perto a situação dos feridos, dos desalojados e de quem ficou seriamente afetado pelos enormes estragos dessa tempestade”.
O pontífice referiu ainda no comunicado que reza pelas autoridades nacionais e locais, bem como pelas instituições civis, militares e religiosas que se unem para as pessoas que precisam de ajuda.
A entreajuda dos cidadãos durante a passagem da tempestade também foi reconhecida pelo Papa Leão XIV.