António Gordo, professor (ap.) antoniogordo@gmail.com
António Gordo, professor (ap.) antoniogordo@gmail.com

Há dias, num encontro de âmbito nacional em Vila Real, surpreendeu-me a imagem positiva que alguns participantes não leirienses me deram de Leiria ao referirem coisas nossas como os concertos para bebés, o Entremuralhas, a Música em Leiria, as corridas de quarta-feira, alguns restaurantes, etc.

Vi nisso a prova de que Leiria já não é o pasmatório provinciano a cheirar a século XIX, que ia às compras a Lisboa ou às Caldas buscar fato de casamento e vestido de noiva por medida, ou que, para além de algum cinema no José Lúcio, preferia Lisboa para outras artes e sustento.

De facto, a Leiria de hoje é centro de atração para compras e eventos de cultura, desporto, gastronomia. Tem mais espetáculos de qualidade, inclusive de artistas leirienses com indiscutível mérito, graças a escolas como Orfeão – Conservatório de Artes e SAMP. Também a animação de rua, de dia e à noite, melhorou imenso. Leiria, que tanto inchara de cimento e asfalto, tem criado “alma” e vida própria.

Foi o que senti em Vila Real e confirmei em Leiria no passado fim de semana: o concerto na Sé por organistas de cá, a animação musical na Praça em dia da música, a caminhada de alerta contra o cancro da mama, a 5ª minimaratona pela erradicação da poliomielite, o passeio dos fiéis amigos e seus donos no dia do animal… Foi bom, mas havia lugar para muito mais gente. E esta nova Leiria merece-a.

(texto publicado na edição de 9 de outubro de 2014)