Assinar


Cultura

Museu na Aldeia colocou hoje última peça do projeto na aldeia da Feteleira

O projeto foi lançado no final de 2020, no âmbito da candidatura Leiria Capital da Cultura 2027

Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro da Marinha Grande cedeu escultura à aldeia de Feteleira, em Sobral de Monte Agraço

A escultura “A Praga”, da coleção do Museu do Vidro, da Marinha Grande, no distrito de Leiria, chegou hoje à aldeia da Feteleira, em Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, encerrando a segunda fase do projeto Museu na Aldeia.

Lançado no final de 2020, Museu na Aldeia une 13 museus e 13 aldeias isoladas dos 26 municípios do território da candidatura a Leiria Capital da Cultura 2027 e conclui o período de cedências com a entrega de “A Praga”.

A obra de Alberto Vieira, construída com recurso a lâmpadas, colheres e outros materiais, é entregue à aldeia de Feteleira, para ficar em exposição na Junta de Freguesia de Sapataria, no concelho de Sobral de Monte Agraço.

Tal como as 12 outras peças dos restantes projetos museológicos envolvidos e respetivas 12 aldeias, a escultura que integra o Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro será o mote para a discussão e produção de uma nova criação, neste caso por parte da população de Feteleira.

O projeto é iniciativa da Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP) e da Rede Cultura 2027, responsável pela candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura. Desde março, a organização promoveu a instalação de “David´s Bench”, escultura em mármore de três toneladas da artista Susanne Paucker, do Centro de Artes das Caldas da Rainha até Ateanha, Ansião.

Para Cabeças, em Alvaiázere, viajou a escultura cerâmica “Cabeças Cruzadas II”, de Alberto Cidraes, da coleção do Museu Raul da Bernarda, de Alcobaça, enquanto “Coroa do Divino Espírito Santo”, do Museu Municipal de Alenquer, chegou a Pena e Casal da Pena, em Torres Novas.

Fanhais, na Nazaré, acolhe um barrete e uma coleção de fotografias sobre a indústria dos lanifícios de Castanheira de Pera, originários do Museu da Casa do Tempo, ao passo que o Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos cedeu “Camões”, escultura de José Simões de Almeida Júnior, para Cercal, no Cadaval.

Uma câmara fotográfica do século XIX, do Centro de Estudos de Fotografia de Tomar, seguiu até Mosteiro, em Pedrógão Grande, enquanto o Museu de Aguarela Roque Gameiro e o Atelier de Tecelagem de Minde emprestaram uma reprodução de aguarela e um conjunto têxtil a Louriceira de Cima, em Arruda dos Vinhos.

Um meteorito e réplicas de ossos de dinossauros do Museu da Lourinhã são motivo de trabalho para a população de Alcanadas, na Batalha, e uma réplica da sepultura da Criança do Lapedo e do Abrigo do Lagar Velho, do centro de interpretação homónimo, em Leiria, foi transferida para Columbeira no Bombarral.

A Rede Museológica de Peniche levou o saber-fazer das rendas de Bilros e da pesca tradicional para Casal Santo António, em Porto de Mós, e o Museu de Arte Popular Portuguesa de Pombal entregou um grande exemplar de carpete em Bracejo da Ilha a Folgarosa, em Torres Vedras.

Por fim, a Rede de Museus e Galerias de Óbidos cedeu a escultura alusiva ao Milagre de São Martinho de autoria de José Aurélio a Freixianda, em Ourém.

Segundo comunicado da Rede Cultura 2027, Museu na Aldeia prossegue durante os próximos meses, até dezembro, “com sessões de co-criação” com as populações.

Entre janeiro e abril de 2022, as comunidades de cada aldeia irão aos museus apresentar os trabalhos realizados.

Apoie o REGIÃO DE LEIRIA

Se chegou até aqui é porque este é um texto que lhe interessa. Por detrás dele há uma equipa e um conjunto de recursos que custam dinheiro e que, para continuarem a existir, precisam da sua ajuda. Gostávamos de lhe explicar como.