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Campanha de Natal do REGIÃO DE LEIRIA já apoiou meia centena de instituições e volta à rua

A 25ª campanha “Fazer o bem olhando a quem” sai à rua esta semana, a favor da delegação de Leiria da Cruz Vermelha Portuguesa. As ações decorrem em Pombal, Porto de Mós, Leiria e Batalha.

Um grupo posa numa praça junto a uma estrutura transparente com decorações de Natal. Entre os participantes estão uma pessoa vestida de Pai Natal e duas com trajes de duende.
A ajuda alimentar prestada pela Cáritas a famílias carenciadas absorveu grande parte da verba angariada com a venda de jornais em 2022 FOTO: Foto: Joaquim Dâmaso

A primeira campanha “Fazer o bem olhando a quem”, dinamizada pelo REGIÃO DE LEIRIA, reverteu, no ano 2000, a favor do Centro de Acolhimento de Leiria (CAL), que presta apoio diário, incluindo refeições, a pessoas em situação de exclusão ou vulnerabilidade social.

Nos três anos seguintes, e, mais tarde, em 2012 e 2019, o CAL voltou a beneficiar da venda da edição de Natal junto da comunidade, empresas e entidades públicas. Toda a verba angariada (cerca de 34 mil euros) foram nesses anos aplicados na gestão e atividade diária da instituição e apoio direto aos utentes.

A coordenadora do CAL destaca a importância da campanha não só pelo apoio financeiro, lembrando que o projeto, já com 26 anos, é tutelado pela paróquia de Leiria e não recebe qualquer apoio estatal.

“O apoio do RL foi um dos pilares da nossa sustentabilidade e esse apoio foi imprescindível para a nossa intervenção”, adianta Edite Tojeira, dando ainda conta do contributo de outras empresas e entidades locais na melhoria das instalações.

A responsável sublinha também a visibilidade dada ao trabalho da instituição com estas ações, que, num “efeito bola de neve”, incentivam uma maior participação e responsabilidade coletiva.

“Nós tentamos ser o mais discretos possíveis, porque a exposição pública seria avassaladora para muitas das pessoas que nos procuram e estão fragilizadas pela condição de vida que têm. Mas estas campanhas ajudam a dar visibilidade ao nosso trabalho e até algum reconhecimento, e as pessoas acabam por se envolver e procuram-nos. E isso é excepcional”, reforça.

“O trabalho a nível social nunca pode ser isolado, nem uma ilha, nós não fazemos nada sem os outros. É certo que precisamos muito da predisposição do próprio para a mudança, é o catalisador de tudo, mas quanto mais pudermos apoiar melhor”, acrescenta.

Retrato de uma mulher de óculos, com cabelo castanho pelos ombros e blusa com padrão. Está num espaço interior, diante de um fundo desfocado.

Para uma instituição que é da tutela da paróquia e não tem o apoio do Estado, o apoio da comunidade e, neste caso, da campanha de responsabilidade social do REGIÃO DE LEIRIA é um exemplo de como pode mudar vidas das pessoas de uma forma muito próxima

Edite Tojeira
Coordenadora do Centro de Acolhimento de Leiria
Um grupo de pessoas, incluindo crianças, posa numa praça com coletes refletores e exemplares de um jornal nas mãos. Ao fundo veem-se edifícios, árvores e carros.
FOTO: Foto de arquivo: Joaquim Dâmaso
O resultado das sete ações realizadas a favor do Centro de Acolhimento de Leiria, a primeira instituição beneficiária da campanha do RL, foi aplicado na aquisição de alimentos, produtos e bens de gestão diária Foto de arquivo: Joaquim Dâmaso

No caso do apoio à Cercilei, os cerca de nove mil euros conseguidos com a venda da edição de Natal, no ano passado, reverteram a favor do novo lar residencial em construção nos Marrazes, uma necessidade premente há vários anos.

“Todos os contributos neste momento são canalizados quase na totalidade para o lar. Ao recorrer à banca, vamos ter um encargo mensal de sete mil euros, e tanto a Cercilei como os pais estão a envidar esforços, em contactos e organização de atividades, para conseguir levar isto a bom porto”, frisa Cristina Meireles, presidente da instituição.

A responsável detém-se, por outro lado, noutra vertente da campanha, e realça o envolvimento dos jovens utentes da Cercilei neste projeto, que possibilitou, com a venda de rua de jornais, um contacto direto com a comunidade.

Aponta ainda a visibilidade dada ao trabalho da Cercilei, por despertar o interesse de muitas pessoas em conhecer a instituição, e sublinha como “impensável não considerar hoje a comunicação social como um parceiro indispensável”.

Retrato de uma mulher de cabelo grisalho e óculos, a sorrir. Ao fundo, veem-se uma árvore e decorações de Natal.

Além da ajuda financeira, que é importante porque os subsídios não são suficientes, não é menos importante o facto de ter envolvido os nossos utentes na venda de jornais pela cidade. Além de promover o contacto com a comunidade, foi mais uma forma de se sentirem cidadãos ativos e úteis à sociedade

Cristina Meireles
Presidente da direção da Cercilei
Um grupo de pessoas posa nas escadas à entrada de um edifício. Várias seguram jornais e sacos com a inscrição «Região de Leiria».
FOTO: Foto de arquivo: Joaquim Dâmaso
A verba angariada no ano passado a favor da Cercilei destina-se ao novo lar residencial em construção Foto de arquivo: Joaquim Dâmaso

“Um problema de todos”

Para Hugo Pena, presidente da delegação de Leiria da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), o montante angariado em 2017 (cerca de 7.100 euros) permitiu custear atividades lúdicas e sessões de fisioterapia e hidroterapia para os associados. Parte da verba foi ainda aplicada no reforço dos cabazes de Natal oferecidos aos utentes.

O responsável salienta também o contributo da campanha por dar a conhecer a intervenção da instituição, e lamenta que alguns doentes possam não recorrer à SPEM apesar dos apoios facultados em diversas áreas, como por exemplo na cedência de ajudas técnicas.

Retrato de um homem de óculos, fotografado ao ar livre numa alameda arborizada. Não há texto visível que permita identificá-lo.

Apesar do trabalho que nós fazemos, mesmo ao nível da divulgação, a informação não chega a toda a gente, inclusive a pessoas com esclerose múltipla. A campanha foi boa a nível da sensibilização, porque demos a conhecer a instituição e o trabalho que realizamos

Hugo Pena
Presidente da delegação de Leiria da SPEM
Um grupo posa numa praça junto a uma estrutura transparente com decorações de Natal. Entre os participantes estão uma pessoa vestida de Pai Natal e duas com trajes de duende.
FOTO: Foto: Joaquim Dâmaso
O apoio dado à SPEM permitiu dinamizar diversas atividades lúdicas e físicas, entre as quais terapias que proporcionam aos utentes maior qualidade de vida Foto de arquivo: Joaquim Dâmaso

Cerca de 16.600 euros foram angariados em duas edições da campanha do REGIÃO DE LEIRIA, em 2009 e 2014, a favor da associação Mulher Século XXI para apoio a vítimas de violência doméstica. A maior fatia (13.300 euros) foi investida nas obras iniciais da casa de emergência de Leiria, e o restante montante (cerca de 3.300 euros) foi direcionado para a linha de apoio à vítima idosa de violência doméstica.

Para Susana Pereira, presidente da instituição, tanto a ajuda financeira como a sensibilização decorrente da iniciativa têm sido essenciais para esta causa, ao potenciar uma maior procura e pedidos de ajuda por parte das vítimas. “Notou-se um aumento da procura, e ao mesmo tempo falou-se mais desta temática, que é um problema de todos”, destaca.

Retrato de uma mulher com uma blusa laranja, fotografada diante de prateleiras com garrafas de bebidas. Tem óculos de sol pousados na cabeça.

Estes apoios são muito úteis e muito importantes. Por outro lado, a campanha permitiu dar destaque à temática da violência doméstica e visibilidade ao trabalho da associação. É extremamente importante que as pessoas se apercebam que a violência doméstica é um problema de todos nós

Susana Pereira
Presidente da associação Mulher Século XXI
Um grupo de pessoas posa nas escadas à entrada de um edifício, segurando exemplares do jornal Região de Leiria e sacos com o mesmo nome. A imagem mostra uma fotografia de grupo ligada ao jornal.
A associação Mulher Século XXI investiu o montante doado nas obras iniciais da casa de emergência para vítimas de violência doméstica e na linha de apoio à vítima idosa Foto de arquivo: Joaquim Dâmaso

Em 2022, a Cáritas de Leiria-Fátima recebeu cerca de 6.900 euros, resultantes da adesão da comunidade à campanha solidária do RL. Nessa campanha, foram ainda angariados mil euros, que reverteram para a Cáritas de Coimbra que presta apoio ao concelhos do norte do distrito.

Na área da Diocese de Leiria-Fátima, a verba foi essencialmente aplicada na ajuda alimentar prestada às famílias sinalizadas e no apoio ao pagamento de algumas despesas correntes e escolares, medicamentos, óculos e deslocações para serviços de saúde. Uma fatia foi também canalizada para as colónias de férias e outros projetos de apoio social.

Segundo Ana Isabel Mota, presidente da instituição, todos os contributos, “por mais pequenos que sejam, são essenciais”, a exemplo da venda, a preços simbólicos, dos artigos disponíveis na loja social. Nos primeiros 11 meses do ano, a Cáritas apoiou 290 famílias, abrangendo cerca de 800 pessoas, e efetuou 676 atendimentos, sendo que qualquer ajuda prestada requer uma abertura de processo.

Retrato de uma pessoa sorridente, com óculos, brincos e cabelo castanho. Veste um casaco escuro sobre uma camisola branca, diante de um fundo branco.

A campanha [do RL] foi importante e toda a verba que entra tem sempre muito para onde ir. A Cáritas é uma instituição que não é nova, estamos aqui há muitos anos, mas às vezes é importante lembrar [a nossa ação], e nesta altura do ano, as pessoas ficam muito mais sensíveis às questões sociais”

Ana Isabel Mota
Presidente da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima


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