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Sociedade

Turismo Leiria-Fátima só tem dinheiro para pagar ordenados até setembro

O Turismo Leiria-Fátima só tem dinheiro para pagar ordenados até setembro e vive uma “asfixia económica total”, disse hoje à Lusa um dos membros da direção.

O Turismo Leiria-Fátima só tem dinheiro para pagar ordenados até setembro e vive uma “asfixia económica total”, disse hoje à Lusa um dos membros da direção.

António Lucas, que é presidente da Câmara da Batalha, confirma que os ordenados de julho foram garantidos no início do mês de agosto.

“Têm existido cortes sucessivos nas transferências do Turismo de Portugal ao longo dos anos e daquilo que está contratualizado para 2011 ainda só chegou metade, qualquer coisa como 270 mil euros”, revela, acrescentando que existe “uma dívida bancária e a fornecedores de 450 mil euros.

A Entidade Regional de Turismo Leiria-Fátima integra os concelhos de Leiria, Ourém, Porto de Mós, Batalha e Marinha Grande. A nova direção tomou posse em junho, após a demissão de David Catarino. O atual presidente é o autarca de Ourém, Paulo Fonseca, que assume o cargo sem ser remunerado.

“Pedimos uma auditoria, que deve estar pronta em meados de setembro e tomámos de imediato algumas medidas de contenção”, sublinha António Lucas.

A nova direção cancelou contratos de manutenção de sistemas informáticos, desativou os telemóveis utilizados por dirigentes e deixou o carro do anterior presidente parado na garagem. “Em princípio deverá ser vendido”, admite o autarca da Batalha, adiantando que “outras medidas terão que ser tomadas, após análise da auditoria”.

As despesas com os postos de turismo sediados nos municípios são agora assumidas pelas autarquias, sendo que quem ali trabalha, defende, “deverá colaborar na promoção turística e cultural dos concelhos na época baixa do turismo”.

“O futuro é negro”, desabafa o membro da direção do Turismo Leiria-Fátima. António Lucas admite que uma das soluções “a longo prazo” poderia passar pela fusão com o Turismo do Oeste e da região de turismo dos Templários. “Era uma forma de ganhar escala e reduzir custos”, conclui.

Lusa