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(Des)arrumar ideias: Mafaldas marcantes

Gosto de montanhas grandes e enrugadas, pelo mesmo motivo que gosto de pessoas.

Patrícia Martins, animadora Cultural patriciafrmartins@gmail.com

Gosto de montanhas grandes e enrugadas, pelo mesmo motivo que gosto de pessoas.

As montanhas, fortes como as pessoas, carregam em si marcas do tempo, da vida e de quem as vai reescrevendo ao longo da sua existência.

As pessoas, por vezes fortes, mas não tanto como as montanhas, são as estampas das suas vivências e de quem nelas vai deixando marcas, ora superficiais ora profundas, e que no seu conjunto constroem a identidade individual.

A minha reflexão de hoje homenageia as Mafaldas, que injustamente vão embora antes do tempo, e que este ano e para a eternidade não se sentarão fisicamente às mesas de Natal, nem darão colo, ou sorrisos às suas famílias, mas que antes de partirem deixam o seu cunho, esculpido em cada um de nós, mesmo aqueles que não as conheceram de verdade. Mafaldas que permanecerão eternas na memória de quem as amou, ou encontrou nelas um exemplo a seguir.

É graças à sua existência nas vidas de cada um de nós, que tomamos consciência da importância de nos focarmos no essencial, deixando de parte as futilidades. Consigo ficamos mais ricos, atentos a lições de motivação, força, coragem, perseverança e amor incondicional, crentes no futuro como caminho e dando o exemplo e o mote para um compromisso com a vida, ainda que cientes da sua fragilidade: NUNCA DESISTIR.

(texto publicado na edição em papel de 9 de Dezembro de 2011)